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01/12/2009 às 11:09
  | ATUALIZADA EM: 01/12/2009 às 15:09 | COMENTÁRIOS (7)

Tatu com obesidade mórbida se recupera no Ibama de Eunápolis

Mário Bittencourt | sucursal Eunápolis

Joa Souza | AG. A TARDE
Funcionários do Ibama estimulam o tatu a realizar atividades para perder peso
Funcionários do Ibama estimulam o tatu a realizar atividades para perder peso

Um tatu-peba (Euphractus sexcinctus) diagnosticado com obesidade mórbida por veterinários surpreendeu os funcionários do escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais não Renováveis (Ibama), em Eunápolis (643 km de Salvador), no extremo sul da Bahia. Com aproximadamente cinco anos de vida, o animal pesa mais que o dobro do normal para esse tipo de espécie (são 16,2 kg, quando o comum são 6 kg).

O tatu foi entregue há poucos dias na sede do Ibama. De acordo com o biólogo do órgão, Lucas Mendonça da Mota, o animal vivia em cativeiro se alimentando de fubá de milho e galinha fresca. “Ele foi diagnosticado pelo veterinário como portador de obesidade mórbida”, disse, informando que o bicho está com distúrbio endócrino-hormonal, devido à dieta calórica que tinha. “Além disso, ele era sedentário, pois não saía do cativeiro e retinha líquido. No mato, esse animal corre o tempo todo, pois busca sempre meios de se alimentar”, completou.

No Ibama de Eunápolis, o animal começou a dar algumas andadas desengonçadas e a cavar buracos. Os movimentos são considerados um sinal de melhora por funcionários do órgão, afinal, o tatu mal conseguia sair do lugar ao ser entregue. “Acho que ele deve ter perdido uns dois quilos já”, comentou o biólogo, estimando em cerca de dois meses o tempo de recuperação, até o animal ser solto na natureza. “A soltura pode acontecer antes ou depois desse tempo. Daqui até lá ele se alimentará de ração light”, disse.

Multa – A gerente executiva do Ibama, Cleide Guirro, informou que não foi aplicada nenhuma multa ao dono do animal porque o mesmo foi entregue voluntariamente. O tatu-peba é uma espécie que costuma ser alvo de caçadores da região. “Aqui há essa cultura de pegar esses e outros animais, o que é crime ambiental e gera multa e prisão. O que poucas pessoas sabem é que o tatu-peba transmite várias doenças, como a hanseníase”, observou.

Cleide Guirro informa que a pessoa que deseja entregar ao Ibama animais silvestres em seu poder poderá fazê-lo dirigindo-se a qualquer uma das unidades do órgão, não sendo aplicado nenhum tipo de penalidade.

Já quem mantiver animais silvestres em cativeiro pode ser multado em até R$ 5 mil por animal e ser detido por seis meses a um ano. Para denunciar a existência de animais silvestres sendo mantidos irregularmente em cativeiro, ligue para 0800-61-8080.

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COMENTE ESSA MATÉRIA  7 comentários

O que você achou desta matéria?

Jackson Suzano (01/12/2009 - 21:11)

manda este danado aqui pra casa, vou ficar um bom tempo sem comprar carne.

Jackson Suzano Cardoso (01/12/2009 - 21:08)

ja pensou se o governo tambem se preocupasse com os humanos gordinhos.

Taiago Guimarães (01/12/2009 - 19:40)

Cara, nunca vi algo assim impressionante, parabéns pela matéria!!!

Guido Battaglia (01/12/2009 - 19:23)

Faltava só isso. Tem gente que não tem o que coner e o cara dava fubá e galinha para o tatú. Agora se gasta dinheiro publico para o tatú fazer regime.Dá não para fazer um churrasco com esse tatú ??

Eduardo (01/12/2009 - 18:31)

É um Tatu-Bola (Euphractus gordinctus).

Scheyla (01/12/2009 - 16:31)

O tadinho.... hahahaha. Pelo menos não foi comido ne? Pq nessa região o pessoal come. Que ele fique bom logo e seja devolvido à netureza, onde achar fuba e galinha todo dia vai ser mais dificil!

Rodrigo (01/12/2009 - 13:44)

Daria um belo ensopado de tatu-pleba ....

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