Alta nas vendas em maio, mas as projeções são cautelosas

Publicado quarta-feira, 05 de junho de 2019 às 09:05 h | Atualizado em 05/06/2019, 09:06 | Autor: Núbia Cristina | Foto: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE

As vendas de veículos novos em maio tiveram alta de 5,6%, em relação a abril, com total de 358.470 unidades emplacadas, contra 339.415 no mês anterior. Comparado a maio de 2018, mês da greve dos caminhoneiros que durou 12 dias, a alta foi de 21,5%. Os dados são do Setor da Distribuição de Veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros).

No acumulado do ano, entre janeiro e maio, houve avanço de 14,1% nas vendas, considerando os emplacamentos de todos os segmentos. Os de automóveis e comerciais leves, somados, também registraram crescimento de 5,8% em maio, na comparação com o mês anterior, com 234.173 veículos emplacados. Em relação a maio de 2018, a diferença é de 20,1%.

No setor de seminovos e usados o resultado também foi positivo, com alta de 8,6% em maio, em comparação a abril. A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) informou que o resultado de maio deste ano, comparado ao mesmo mês de 2018, teve um avanço de 4,4%. As vendas acumuladas deste ano (janeiro a maio), em relação ao ano passado, também tiveram saldo positivo, de 1,6%.

Apesar do crescimento nas vendas de novos e seminovos, tanto o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Alarico Assumpção Júnior, quanto o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, não veem motivos para grandes comemorações.

O presidente da Fenabrave comentou que o mercado em maio apresentou estabilidade com relação ao mês de abril. “Essa estabilidade é o reflexo da frustração da população, causada pela demora na aprovação das reformas, o que resulta na queda das expectativas, tanto do consumidor quanto do empresário”. Para ele, o consumidor se mantém cauteloso e está postergando a decisão de compra.

Ilídio dos Santos não se arrisca a fazer previsões otimistas. “Para falar de tendência sobre o desempenho do setor, precisamos de um período maior de observação do cenário”. Os gestores sabem que a retração da economia e as indefinições no cenário político podem afetar os resultados futuros.

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