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Pé no freio nas vendas de veículos importados

Publicado quarta-feira, 17 de novembro de 2021 às 06:06 h | Atualizado em 16/11/2021, 21:54 | Autor: Núbia Cristina
Comparados a outubro de 2020, os licenciamentos de importados registram queda de 39,4% | Fotos: Divulgação
Comparados a outubro de 2020, os licenciamentos de importados registram queda de 39,4% | Fotos: Divulgação -
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A escassez de semicondutores deixa as vendas de carros importados de luxo no Brasil com o pé no freio. Em 2020, no auge na pandemia, e até mesmo no primeiro quadrimestre deste ano, as marcas premium celebravam o excelente desempenho comercial. Hoje, a demanda segue alta, mas a capacidade produtiva das fábricas, globalmente, não é a mesma.

Em outubro passado, as vendas de carros importados das empresas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) caíram 14,6%. Foram emplacadas 1.597 unidades em outubro, e 1.871 unidades em setembro último. Comparados a outubro de 2020, os licenciamentos registram queda de 39,4%.

Entretanto, em outubro último houve aumento nas vendas de veículos de produção nacional. No balanço mensal, a entidade divulgou: 4.711 unidades emplacadas, crescimento de 10,1% ante as vendas de setembro último, quando foram anotadas 4.278 unidades. Atualmente, 11 marcas são filiadas à Abeifa: dentre elas a Ferrari, Jaguar, Land Rover, Porsche, Maserati, Volvo.

Imagem ilustrativa da imagem Pé no freio nas vendas de veículos importados
Existe alta demanda no mercado de luxo, mas falta produto para atender

Acumulado

No acumulado dos primeiros dez meses do ano, as unidades importadas significaram queda de 4,9%: de janeiro a outubro de 2021, foram registradas 21.392 unidades, contra 22.491 emplacamentos de importados, em igual período de 2020. Já a produção nacional das associadas à Abeifa acumula, no mesmo período, 39.952 unidades licenciadas, contra 23.734 unidades dos primeiros dez meses de 2020, alta de 68,3%.

O presidente da entidade, João Henrique Oliveira, explica que tanto na importação como na produção nacional, em outubro, de novo, as associadas não conseguiram atender à demanda potencial. “Devido à falta de produtos em consequência do abastecimento instável de semicondutores”, explica. “Infelizmente, a indústria automotiva internacional deve ser impactada por falta de insumos ao longo do próximo ano. Isso tem provocado fila de espera por vários modelos importados”, afirma.

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