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Advogado nega que suspeito de mandar matar pediatra tenha confessado crime

Publicado às | Atualizado em 25/10/2021, 09:22 | Autor: Da Redação
Pediatra foi assassinado dentro do seu escritório, em uma clínica no município de Barra | Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal
Pediatra foi assassinado dentro do seu escritório, em uma clínica no município de Barra | Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal -
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O advogado do homem suspeito de ser o mandante da morte do pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira, de 44 anos, negou que seu cliente tenha confessado o crime na sexta-feira, 22, quando se apresentou à polícia e foi preso na cidade de Barreiras, no interior da Bahia.

Segundo o advogado, o seu cliente, Diego Santos Silva, de 31 anos, permaneceu calado durante o depoimento e só vai se pronunciar depois da defesa ter acesso aos autos do processo. Ele ainda informou que vai recorrer do pedido de prisão.

A informação inicial, do coordenador da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), delegado Rivaldo Almeida Luz, era de que o suspeito havia confessado ser o mandante do crime, o que foi negado pelo advogado.

Suspeito de mandar matar o pediatra, que foi assassinado dentro da clínica que trabalhava, Diego Santos Silva teve a prisão decretada no início de outubro e era considerado foragido.

A polícia informou que só dará detalhes sobre o caso após a conclusão do inquérito. No momento, a hipótese trabalhada é de que o médico teria assediado uma mulher. A família discorda e afirma que a morte foi causada por uma disputa de espaço de trabalho.

Relembre o caso

O médico pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira, 44, foi assassinado dentro da clínica onde trabalhava no município de Barra, na manhã do dia 23 e setembro

Um paciente havia deixado o consultório, quando um homem invadiu o local e realizou diversos disparos contra a vítima. Ele foi encaminhado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a Guarda Municipal de Barra, um comparsa do autor dos disparos aguardou do lado de fora e, após o crime, fugiram em uma moto.

Em menos de uma semana após o crime, a Polícia Civil realizou a prisão de quatro envolvidos diretamente no crime, todos na cidade de Barra, momento em que foi apreendida a motocicleta utilizada no crime. Os presos foram os executores do crime e um casal, que conforme as investigações, atuou como olheiro. Os três homens foram encaminhados para a penitenciária de Barreiras e a mulher está presa na delegacia de Barra.

No entanto, apesar de ser apontado como mandante do crime, familiares de Júlio César dizem que Diego Silva foi apenas um intermediário entre a pessoa que encomendou o assassinato e os executores.

A motivação do crime segue sendo investigada. Uma das hipóteses é de que o médico teria assediado uma mulher, o que foi totalmente rejeitado pela família. Para os familiares, o médico pode ter sido morto por uma disputa de espaço de trabalho ou após alertar uma família sobre uma criança atendida por ele, que teria apresentado sinais de abuso sexual.

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