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Casa de policial é incendiada

Publicado quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 às 22:48 h | Atualizado em 31/01/2008, 22:48 | Autor: Samuel Lima, do A TARDE
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As ameaças de retaliação por conta do assassinato de Samanta Alves Pereira Baldoíno, 4 anos, cometido no último domingo, foram cumpridas na madrugada desta quinta-feira, quando foi ateado fogo a móveis, eletrodomésticos e outros pertences do sargento PM reformado Pedro Carlos Lucas da Silva, 54, acusado do crime que ainda se encontra foragido.

Em circunstâncias não esclarecidas, a residência do Cabo Lucas – como é conhecido o militar – situada na Rua Nova do Cruzeiro, Pau Miúdo, foi invadida pelos fundos. O imóvel está desocupado desde o dia do homicídio, porque os familiares de Lucas temiam represálias por parte de vizinhos e parentes da vítima.

Vários pontos no interior do imóvel foram incendiados. Temendo que as chamas se alastrassem, moradores de casas próximas debelaram o fogo com baldes d‘água. Entretanto, pertences do acusado e de familiares ficaram destruídos. Os bombeiros foram acionados e retiraram do local cinco botijões de gás vazios. O ato de vandalismo assustou os moradores da avenida de casas que fica ao lado da residência do militar, que começaram a abandonar os lares.

“Já alugamos outra casa, em Pero Vaz, pois já não há mais como ficar aqui. As ameaças foram feitas e cumpridas e, se ficarmos, corremos risco de sermos vítimas”, alegou um montador de estandes de 34 anos. Os proprietários de imóveis vizinhos não esconderam o temor de novos incêndios. “Os vizinhos não podem ser penalizados por causa do crime cometido por um só. Há crianças por perto e gente inocente pode se machucar”, revoltou-se uma estudante. “As pessoas ameaçam, por isso ninguém quer se expor”, justificou ela o pedido de anonimato.
 
A depredação do imóvel não foi registrada na delegacia que atende à região (2ª CP/Liberdade). O titular da unidade, delegado Kleuber Menezes, disse que a mulher de Lucas, Maria da Graça da Silva, esteve na 2ª CP no dia do assassinato. “Ela veio aqui por medo de ser linchada pela população revoltada e confirmou que ameaças foram feitas”, recordou Menezes. Ele revelou que a delegacia recebeu uma denúncia anônima de que Lucas foi visto em um restaurante em Simões Filho (Grande Salvador). “Enviamos uma equipe, mas ele não foi encontrado”, acrescentou.

Embriagado

A menina Samanta levou um tiro na cabeça quando brincava no pátio da residência de uma tia, vizinha do PM. Segundo testemunhas, Lucas estaria embriagado quando gritou aos vizinhos que não queria ninguém conversando ao ar livre. Mesmo assim, a dona da casa, Fernanda Bonfim dos Santos, continuou batendo papo com amigos na porta de casa. Foi o suficiente para Lucas aparecer na calçada, atirar, atingindo a criança, fugindo em seguida. De acordo com vizinhos, ele costumava se envolver em brigas e beber.
 

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