Cinco empresas são acusadas de golpes em vendas de pacotes de viagem na Bahia

Publicado sexta-feira, 03 de dezembro de 2021 às 18:40 h | Atualizado em 03/12/2021, 18:47 | Autor: Da Redação

Cinco empresas envolvidas em um golpe relacionado a vendas de pacotes de viagem foram acionadas na justiça pelo Ministério Público da Bahia, segundo informou o órgão nesta sexta-feira, 3.

Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Cristiano Chaves, as empresas atraiam clientes para a compra de pacotes de viagem, mas eles não conseguiam usufruir das diárias adquiridas e acabavam constatando a fraude.

Ele solicita à Justiça que determine às empresas que restituam em dobro os valores indevidamente recebidos. As empresas denunciadas foram a Ilhas do Caribe Turismo Ltda, Helm Viagens e Turismo Ltda, Cirque Amar Produções Artísticas, Pão de Açúcar e Sol Barra Hotel.

Segundo as investigações, durante a temporada do Le Cirque Amar em Salvador, duas pessoas com identificação da empresa Ilhas do Caribe Turismo ofereciam sorteios de viagens para Gramado, no Rio Grande do Sul, no interior do circo e, ali, colhiam informações e dados pessoais de interessados. 

Dias depois, um colaborador da empresa entrava em contato com os consumidores que se identificaram, informando que, embora não tivessem sido contemplados com a viagem, seriam beneficiados com duas diárias em hotéis credenciados pela empresa, devendo, para tanto, participar de um evento a ser realizado no Barra Sol Hotel.

Lá, os consumidores eram atendidos e participavam de apresentação de pacotes de viagem, que acabavam adquirindo. Em seguida, no momento de tentar contato com a empresa para marcação de suas viagens, os consumidores não conseguiam falar com os responsáveis e, portanto, não tinham como agendar a viagem.

Ainda segundo a denúncia, o mesmo golpe foi aplicado pela Ilhas do Caribe Turismo por meio de stand instalado no interior do supermercado Pão de Açúcar, onde Consumidores eram contactados para participar de sorteios de pacotes de viagem, depois eram informados sobre o evento e lá acabavam adquirindo diárias que não conseguiam usufruir por não conseguir contato com a empresa. 

Na ação, o promotor solicita ainda à Justiça que condene as empresas a repararem o dano moral coletivo causado aos consumidores, em coletividade, no valor mínimo de R$ 100 mil, reversível ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

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