Derrotada nas eleições da OAB, Ana Patrícia denuncia mais um ataque na web

Publicado domingo, 28 de novembro de 2021 às 09:00 h | Atualizado em 28/11/2021, 09:06 | Autor: Da Redação

Derrotada nas eleições da OAB-BA, a advogada Ana Patrícia Dantas usou as redes sociais para denunciar mais um ataque recebido após o resultado da votação que elegeu Daniela Borges, da chapa 'União pela Advocacia'. Na legenda, da publicação feita no sábado, 27, ela diz que foi vítima de machismo.

O ataque contra Ana Patrícia veio do advogado Fred Guerra Andrade, que postou na última quarta-feira, 24, dia das eleições da OAB, uma imagem do comitê de Ana Patrícia com a música 'Vou Festejar', de Beth Carvalho, como trilha sonora. A mensagem estava acompanhada da frase "not dead yet", que traduzido para o português significa "ainda não morreu" e do desenho de uma faca.

"Cenas difíceis de encarar, ao menos para mim. Bom, fiz o meu trabalho. Impedi que os direitos da minha cliente fossem agredidos e vilipendiados, atuando sempre nos limites das regras processuais, da ética e do mandato que me fora outorgado. O processo acabou, depois de alguns anos, mas permaneci sendo objeto do desafeto desse advogado", indignou-se Ana Patrícia.

"Sim, não estou morta, ao contrário, estou VIVA e mais forte do que nunca. Todo ódio a mim dirigido é pequeno e incapaz de apagar o valor das minhas ações. Postagem com nítida conotação machista e odiosa, feita por quem, de certo, jamais compreenderá a liberdade de uma mulher ou o que seja respeito", completou.

Ainda no texto, a advogada diz que se cruzou com Fred Guerra Andrade em um processo que ela considera um dos mais "beligerantes e dilaceradores" que atuou, e apesar de não ter acontecido nenhuma briga com ele, depois desse dia, o considera um desafeto.

Esta não é a primeira vez que Ana Patrícia é alvo de ataques. Após o resultado da eleição, ela relatou ter recebido diversos ataques machistas e misóginos, ofensas de baixo calão e incitações a discurso de ódio.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção do Estado da Bahia (OAB-BA), através da Comissão da Mulher Advogada, da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher e da Comissão Especial de Promoção da Igualdade Racial, manifestou repúdio contra as ofensas.

O comunicado ressalta que, apesar de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter divulgado o aumento do número de candidaturas femininas no Brasil entre 2020 e 2021, “o país ainda está muito aquém dos parâmetros mundiais, ocupando hoje a 142ª posição em ranking de representatividade que avalia a participação política feminina em 193 diferentes nações, conforme dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Interparlamentar (UIP)”.

Confira a postagem de Ana Patrícia na íntegra:


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