adblock ativo

Desmonte de estruturas do Carnaval revela volume de detritos

Publicado quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 às 00:29 h | Atualizado em 26/02/2009, 00:34 | Autor: Marjorie Moura e Danile Rebouças, do A TARDE
adblock ativo

Os últimos ecos do Carnaval deixaram as ruas de Salvador, mas restou muita sujeira e mau cheiro, apesar do trabalho da Limpurb, iniciado nas primeiras horas da manhã da Quarta-Feira de Cinzas. Seja por insuficiência de sanitários públicos, seja por pura falta de bom senso, as vias secundárias dos principais circuitos carnavalescos foram utilizadas por centenas de foliões para satisfazer suas necessidades fisiológicas.



No Centro da cidade, ao longo do circuito Osmar (Campo Grande), as ruas estavam limpas e haviam sido lavadas entre as 7h30 e as 11h30. O lixo também havia sido recolhido. Entretanto, a medida que as estruturas de barracas, postos de saúde e de outros serviços municipais iam sendo desmontadas, grande quantidade de detritos ia surgindo.



O médico Juarez Dias, da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), orienta que as ruas devem ser bem limpas e lavadas para extinguir poças de águas, restos alimentares, urina e fezes. As praias urbanas próximas aos circuitos precisam ser evitadas pelos banhistas, já que acabam sendo alvo dos dejetos levados por água da chuva, onde não há esgotamento sanitário eficiente.



Um exemplo são as ruas que costeiam a praia ao longo do Circuito Dodô (Barra/Ondina). Na Rua Marques de Leão (Barra), poças de água suja na sarjeta, lixo na forma de garrafas pet e latinhas, além de acentuado mau cheiro imperavam. Como o processo de desmontagem dos camarotes ainda estava começando, a previsão é que a situação venha a piorar a partir desta quinta.



Riscos  – Diante do cenário propício a infecções, o médico Juarez Dias aconselha aos foliões aproveitarem os primeiros dias pós-Carnaval para descansar, beber muito líquido, ingerir comidas leves e alimentos desintoxicantes para que o organismo reponha as energias gastas.



Estes alimentos podem ser consumidos na forma de sucos e chás. Devem ser crus e frescos, ricos em água e fibras naturais: frutas, folhas verdes, brotos, legumes como berinjela, abobrinha e pepino; raízes como cenoura, beterraba, inhame e bardana; além de grãos como linhaça, gergelim e girassol.



A médica infectologista do Hospital Espanhol,  Márcia Sampaio, destaca ainda que, no geral, as doenças infecciosas têm mudado o seu comportamento devido às alterações climáticas e ao aquecimento global. “Estão mais graves e se manifestando de forma mais inesperada”, afirmou.



Este ano, a prefeitura começou a exigir a coleta seletiva nos camarotes. Segundo a Limpurb, até a terça-feira de carnaval, 213 toneladas de lixo foram recolhidos por cooperativas de reciclagem dos camarotes dos circuitos Dodô e Osmar. O número ainda é pouco diante do montante de 1.713 toneladas retiradas das ruas até início da manhã de quarta-feira.

adblock ativo

Publicações relacionadas