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Fundador empenhou-se em combate à escravidão

Publicado sábado, 08 de fevereiro de 2014 às 21:17 h | Atualizado em 08/02/2014, 21:21 | Autor: Davi Lemos
Padre Serge Traore
Padre Serge Traore -
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Em 5 de maio de 1888, o papa Leão XIII enviou aos bispos do Brasil a Encíclica "In Plurimis", na qual pedia aos prelados brasileiros que apoiassem os abolicionistas e a família real brasileira na luta contra a escravidão dos negros. A carta foi escrita por Leão XIII sob influência do cardeal Charles Lavigerie, fundador dos Padres Brancos.

Dois anos depois, o papa publicou uma nova encíclica, intitulada "Catholicae Ecclesiae", na qual denunciava o tráfico escravo que ainda acontecia na África, não mais na área costeira, mas no interior do continente, de forma ainda mais brutal e mortífera. Neste documento, ele designou o cardeal Lavigerie para denunciar o fato em todos os países europeus.

Em 20 de junho de 1879, na catedral de Argel, disse Lavigerie: "Eis a escravidão africana, da forma que existe no momento em que lhes falo. Fechou-se-lhe os mares e os caminhos do Novo Mundo, multiplicou-se nos caminhos do interior e passou a ser mais mortífera".

Ele descrevia a ação: "Levanta-se um grande grito de dor. Tribos pacíficas surpreendidas, de noite, durante o sono, vêem suas moradas sendo incendiadas, o massacre dos que resistem, e os outros serem arrastados para os mercados onde o homem é vendido como gado".

Língua

Uma das regras dos Padres Brancos é aprender em até seis meses a língua tradicional dos povos da África, não somente as línguas européias. Esta regra é válida ainda hoje.

O padre Ângelo Lee aponta que foi isto que permitiu aos Padres Brancos chegar ao interior do continente africano e verificar que ali ainda havia a escravidão sendo praticada em larga escala.

Também esta disposição fez dos Padres Brancos pioneiros nos estudos etnográficos naquele continente.

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