Ilê Aiyê homenageia George Floyd em ato

Publicado terça-feira, 16 de junho de 2020 às 06:00 h | Atualizado em 15/06/2020, 23:52 | Autor: Vitor Castro*

O bloco afro Ilê Aiyê realizou ato em homenagem a George Floyd, ex-segurança negro morto por um policial branco no último dia 25 em Minneapolis nos Estados Unidos. Representantes do Fórum de Entidades Negras da Bahia e do Movimento Negro Unificado também participaram da ação que aconteceu na área interna da Senzala do Barro Preto, no Curuzu. Músicos usaram máscaras estampadas com o rosto de Floyd.

O presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô dos Santos, explicou que a atividade integra os manifestos contra o racismo que ocorreram em diversas partes do mundo, desde o assassinato do norte-americano. “Este é mais um ato de combate à discriminação que o Ilê faz desde a sua fundação. Ficamos tristes com o acontecido por que vidas negras importam para todos nós e em qualquer lugar do mundo” contou.

Para Vovô, apesar da distância geográfica, a realidade vivida nos Estados Unidos não é tão distante do que se tem observado na cidade de Salvador.

“Isso acontece aqui todo dia na periferia, numa cidade negra. Todo dia morre gente vítima de violência policial e da violência urbana, muita coisa acontece de ruim, principalmente a questão da desigualdade”, pontuou.

Também presente no ato, Raimundo Bujão, que integra o Movimento Negro Unificado e o Fórum de Entidades Negras da Bahia, destacou a relevância do Ilê na luta pela igualdade racial e a necessidade de se posicionar diante do homicídio. “Com esse episódio terrível, que sabemos que vivemos uma realidade mais ou menos parecida, é importante o Ilê, enquanto entidade mãe desse processo de retomada história, fizesse um gesto de solidariedade a esse povo. Precisaríamos mostrar para o mundo que o Ilê Aiyê está conectado com a ancestralidade histórica. Também por isto, fizemos essa conexão Bahia, Estados Unidos”.

A apresentação com a vocalista Iracema Kilane, cinco percussionistas, além de duas dançarinas obedeceu as regras do distanciamento social.

Caso

No último dia 25, o policial Derek Chauvin se ajoelhou sobre o pescoço de Floyd por oito minutos e 46 segundos. De acordo com os laudos periciais, a pressão do joelho de Chauvin provocou a morte de Floyd. Desde então, diversos protestos vem acontecendo em diversas partes do mundo.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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