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Prédio com risco de cair em Pernambués foi embargado em 2010

Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2015 às 12:40 h | Atualizado em 22/05/2015, 18:13 | Autor: Da Redação
Técnicos vão monitorar o comportamento da estrutura física durante o fim de semana
Técnicos vão monitorar o comportamento da estrutura física durante o fim de semana -
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O Edifício Jardim Brasília, uma das três construções interditadas pela Defesa Civil de Salvador, nesta quinta-feira, 21, com risco de desabamento, havia sido embargado pela Sucom em 2010. O embargo aconteceu porque o imóvel foi construído com um pavimento a mais do que tinha sido liberado pelo órgão no ano anterior para a proprietária Solange de Jesus.

Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom), quando o órgão embarga um imóvel, acredita que o dono vá respeitar a ordem e só volta a fiscalizar se houver alguma nova denúncia. O órgão informou, ainda, que tem dificuldades de fiscalizar por conta do grande volume de construções na cidade. A partir do momento em que há o embargo, a responsabilidade é do dono da obra. Em caso de descumprimento, o proprietário pode ser responsabilizado criminalmente.

Interdição - Três prédios localizados no bairro de Pernambués foram interditados pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) nesta quinta-feira por apresentarem rachaduras e riscos de desabamento. As 44 famílias que ocupam os apartamentos foram obrigadas a sair às pressas por causa do risco e não tiveram tempo de retirar seus pertences.

O Edifíco Jardim Brasília, construção mais nova da região, tem 32 apartamentos, todos ocupados, e foi o mais afetado pelas rachaduras. O Ed. Vale Verde tem nove apartamentos, mas só oito estão ocupados e o Ed. Murta conta com sete apartamentos e quatro famílias.

Segundo informações da Codesal, as rachaduras aumentaram durante a madrugada e ainda não é possível liberar a entrada dos moradores. Técnicos do órgão vão monitorar o comportamento da estrutura física durante o fim de semana para analisar a situação e se possível vão liberar a entrada dos moradores na segunda-feria, 25.

"Houve fissuras que evidenciam um comportamento irregular e, por isso, precisamos acompanhar o comportamento dessa estrutura, evidenciado pelo movimento das fissuras. A liberação dos moradores requer que se faça um monitoramento do comportamento dessas rachaduras", explica o engenheiro da Codesal, Francisco Costa Jr.

Os dois prédios vizinhos (Vale Verde e Murta) ao que apresentou as rachaduras possuem mais de 30 anos de construídos. Já a construção maior foi feita em 2008, por um proprietário particular. De acordo com os moradores, desde a sua construção o prédio já havia começado a abalar a estrutura dos vizinhos, além de oferecer riscos às construções localizadas ao fundo.

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