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Projeto leva alimentação saudável para escolas do interior da BA

Publicado quarta-feira, 22 de outubro de 2008 às 19:27 h | Atualizado em 22/10/2008, 19:43 | Autor: Ricardo Bouza, do A TARDE On Line
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Estimular hábitos alimentares saudáveis entre as crianças e adolescentes. Este é um dos objetivos do projeto Educando com a Horta Escolar que realiza, até a próxima sexta-feira, 24, um encontro em Salvador, onde serão apresentados as experiências acumuladas com projeto nas escolas da rede pública e as perspectivas para o próximo ano.

Concebido e executado Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceira com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Horta Escolar já atua em 12 municípios baianos, entre eles Bom Jesus da Lapa, Camaçari, Saubara, Cariranha, Entre Rios, Itacaré, Mata de São João, além dos municipios de Formosa, Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, e Bagé, no Rio Grande do Sul.

A idéia do projeto é simples: a partir do plantio de hortas nas escolas, levar meninos e meninas do ensino fundamental a aprender na prática e de forma prazerosa assuntos vistos em sala de aula, como usar os dados da produção da horta para produzir um gráfico nas aulas de Matemática ou ainda discutir problema do uso da água em Ciências, a partir das soluções encontradas na horta, além de ajudar a melhorar os hábitos alimentares dos alunos.

Segundo Najla Barbosa, coordenadora do projeto Educando com a Horta Escolar, a FAO entra com a experiência de projetos simililares em outras partes do mundo, e o FNDE, com os subsídios, que não são em forma de dinheiro, mas com a formação continuada dos envolvidos no projeto, como professores, diretores, merendeiras e a comunidade local, além dos insumos para a implementação e manuntenção da horta.

"Atendemos diretamente cerca de 100 escolas e 50 mil alunos, além dos 1000 profissionais envolvidos com o projeto. É um numero pequeno em termos nacionais, porém extremamente significativo em relação ao que é feito nesses municipios e nessas escolas", afirma Najla Barbosa.

Pobreza - Ainda de acordo com a coordenadora, a seleção dos municípios participantes este ano foi feita levando em conta o Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da localidade e outras estatísticas sociais que apontavam dificuldades com relação a alimentação e nutrição. A escola selecionada também deveria estar em dia com o programa de Alimentação Escolar, para poder receber o projeto.

"Escolhemos a Bahia como nossa prioridade de atendimento, porque a nossa experiência piloto em Saubara, nos mostrou que era extremamente necessário intervenções dessa ordem", revelou Najla Barbosa. Segundo ela, muitas crianças das cidades onde o projeto atua, "não conheciam o que era um rabanete, ou nunca viram uma acelga".

Toda a produção das hortas escolares é usada na merenda escolar, como forma de torná-la mais nutritiva, ou em aulas práticas com a comunida."Temos uma realidade distinta em cada lugar, mas, em todos os casos, nós percebemos que há uma carencia no Brasil inteiro desse debate do que fazemos com a alimentação", destaca a coordenadora.

Dificuldades - Apesar de ser um projeto governamental de baixo custo (algo em torno de R$ 1 milhão, segundo Barbosa) e de a intervenção gerar resultados positivos na educação e alimentação nas comunidades atendidas, o Educando com a Horta Escolar enfrenta algumas dificuldades.

"Há uma certa dificuldade em interligar os gestores das três secretarias envolvidas em cada municipio (saude, agricultura, educação.) e de aproximar os gestores de primeiro escalão no processo da escola. E talvez eventos como esse sirvam pra isso também, para mostrar que é um projeto possível", afirmou Najla Barbosa. A meta do projeto é atingir, ao menos, 500 hortas e 100 municipios até o final do ano.

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