Quase 20 quilos de petróleo já foram retirados das praias de Salvador

Publicado sexta-feira, 11 de outubro de 2019 às 14:31 h | Atualizado em 11/10/2019, 15:01 | Autor: Da Redação

Aproximadamente 20 quilos do petróleo que vem invadindo o litoral nordestino desde agosto, já foram retirados das praias de Salvador. Até o início da tarde desta sexta-feira, 11, a Prefeitura constatou fragmentos de petróleo em seis praias da capital baiana: a do Flamengo, Jardim de Alah, Jardim dos Namorados, Piatã, Itapuã e Buracão (Rio Vermelho).

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), equipes da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) estão atuando na limpeza e monitoramento as manchas de óleo em todas as praias da capital baiana. Em coletiva à imprensa realizada pela manhã, no Jardim dos Namorados, o presidente da Limpurb, Marcus Passos, deu detalhes da operação montada para minimizar os impactos ambientais causados pelo óleo.

“Montamos operação de emergência. Ontem, às 23h30, detectamos pelotas de óleo em Praia do Flamengo e, hoje pela manhã, em Piatã e Jardim de Alah. Coletamos aproximadamente 20 quilos até o momento”, disse Passos.

Ele acrescentou que o número de praias atingidas pode aumentar durante o dia e que todo material recolhido está sendo guardado em locais isolados, ficando à disposição para análise de órgãos ambientais federais e estaduais.

Orientações

A orientação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é que a limpeza ocorra assim que o óleo chegar à praia, para evitar que o resíduo se espalhe para outras regiões. Os trabalhadores devem usar, pelo menos, luvas e calçados fechados, que impeçam o contato do óleo com a pele. Isso porque o petróleo pode causar problemas de saúde em caso de inalação, ingestão ou contato com a pele.

As pelotas sólidas podem ser recolhidas manualmente, com uso de luvas, além de vassouras, rodos, rastelos e pás. Em hipótese alguma o óleo pode ser enterrado ou misturado com outros tipos de resíduos.

Investigação

O resultado conclusivo das amostras de petróleo encontradas no Nordeste, solicitadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru.

Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. A investigação da origem das manchas de óleo está sendo conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal é objeto da Polícia Federal.

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