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Sindicato dos Médicos acusa prefeitura de calote em festas municipais

Publicado quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012 às 22:50 h | Atualizado em 01/02/2012, 22:50 | Autor: Carol Aquino
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Temendo novos calotes, o Sindicato dos Médicos da Bahia está orientando a categoria profissional a não trabalhar no período de Carnaval sem um contrato com cláusulas claras referentes às garantias de pagamento.

Segundo o presidente da instituição, Francisco Magalhães, os médicos não receberam pelos serviços prestados durante as últimas festas populares de Salvador. "A Prefeitura contrata os serviços através de empresas terceirizadas que não repassam o pagamento aos médicos. A empresa alega que não recebeu e a Prefeitura alega que pagou. Fica um jogo de empurra." - comenta.

Os pagamentos geralmente são feitos com atraso. Os profissionais não receberam pelo trabalho na Stock Car, Festa da Conceição da Praia e Reveillón de 2011. No Carnaval passado, a terceirizada recebeu em junho e os médicos em setembro.

O caso mais grave, na opinião dos médicos, é o da empresa Semege. Em 2010, a empresa foi responsável pela contratação dos profissionais para atendimento nas Lavagens do Bonfim e de Itapuã, ambas no mês de janeiro. O repasse de verbas da Prefeitura só foi feito em julho de 2011.

Em dezembro, depois que a categoria descobriu que o pagamento foi feito, a empresa entregou aos profissionais cheques inválidos que não puderam ser descontados. Descobriu-se que os empresários tinham aplicado o montante no mercado financeiro, sob a justificativa de recuperar o prejuízo.

Para Magalhães, situações como essa não se justificam e que o atraso da Prefeitura não é motivo para falta de pagamento. "Quando um empresa é contratada, ela tem que ter aporte financeiro para fazer os pagamentos. Os médicos não tem nada a ver com o atraso da Prefeitura." - denuncia.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as empresas são escolhidas por licitação e que este ano a responsável pela contratação é o Instituto Sócrates Guanaes. Quanto aos pagamentos não realizados em 2011, foi garantido que "todos os esforços estão sendo empenhados para que os repasses sejam feitos ainda neste primeiro trimestre. "

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