Coelba tem atendimento técnico unificado em centro integrado

Distribuição, subtransmissão e o processo comercial de parte da Coelba é operada no local

Publicado segunda-feira, 17 de janeiro de 2022 às 19:53 h | Atualizado em 17/01/2022, 21:54 | Autor: Da Redação

O Centro de Operações Integradas da Neoenergia Coelba centraliza, em um único local, a operação da empresa em todo o estado da Bahia. No espaço, trabalham 131 controladores, seis engenheiros, além da equipe de executivos, assistentes administrativos e estagiários.

Os controladores são os responsáveis, entre outras funções, por fazer o elo entre a chamada de um cliente e a atuação em campo de equipe de técnicos.

Um grande vídeo wall (parede de vídeo) atualiza, em tempo real, diversas informações referentes à rede de energia em todo o estado, a exemplo do acompanhamento metereológico, posição de equipes em campo, ocorrências em andamento, pontos em interrupção e situação de subestações.

No local, a todo instante são ouvidos alertas sonoros. Eles não significam necessariamente existência de problemas em determinada região. Segundo explicado pela equipe, até a abertura da porta de uma subestação emite sinal.

Imagem ilustrativa da imagem Coelba tem atendimento técnico unificado em centro integrado
 

Alguns dos problemas são resolvidos de forma automatizada. Todos, no entanto, são monitorados pelos profissionais.

Durante visita do Portal A TARDE, o gerente de departamento Adriano Barros explicou que todo tipo de informação do estado passa pelo espaço.

"É integrada [Centro de Operações Integradas] pois aqui operamos mais de um tipo de atividade. Operamos a distribuição, subtransmissão e o processo comercial de boa parte da Coelba. É o terceiro maior do Brasil. A gente opera aqui todo litoral, todo interior da Bahia, nada fica de fora deste centro", conta.

"A energia gerada em uma usina no Rio Grande do Sul pode auxiliar no fornecimento de energia no nordeste do país. Isso porque todo o nosso sistema, de fato, é interligado. Em uma situação de necessidade, é possível que uma região possa ajudar a suprir a necessidade de outro local", diz Adriano ao mostrar o caminho percorrido pela eletricidade antes de chegar ao consumidor final.

Em Salvador, cada alimentador atende determinada quantidade de bairros. Esta divisão acontece de forma macro, desde a distribuição nacional, a estadual e a municipal. No caso da Bahia, cada alimentador pode atender parte de uma cidade ou um grupo de municípios, a depender do tamanho territorial.

Esta divisão facilita que, em caso de problema em determinado alimentador, a região seja atendida temporariamente por outro até a reparação. A informação de cada alimentador do estado é monitorada no Centro.

"Em algum ponto aquela linha se encontra. Então, em algum momento, talvez eu consiga tirar parte da carga de uma linha e abastecer outra parte", explica Ivan França, engenheiro de operação. Ele destaca ainda o caminho que uma demanda faz entre a chamada dos clientes e a atuação.

"A chamada chega através do pessoal do call-center, que registra no sistema, joga as informações pra cá e a gente faz a triagem e atua em cima dela. De alguma forma a informação está contendo aqui".

O Centro de Operações Integradas está em uma área de 770m² e teve investimento de R$ 6 milhões. A gestão de demanda do Centro é feita por uma tecnologia própria, desenvolvida pelos colaboradores da companhia, chamado de Tableau. O sistema garante que as ocorrências sejam continuamente avaliadas com relação à capacidade de atendimento dos controladores do sistema.

“Neste novo COI, unificamos nossa operação e a gestão do sistema elétrico. Assim, viabilizamos maior confiabilidade no fornecimento de energia aos baianos, que têm a garantia do mesmo atendimento, em qualquer localidade do estado”, avalia o diretor-presidente da Neoenergia Coelba, Luiz Antonio Ciarlini.

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