Comitê da Ufba prevê que Carnaval trará retrocessos no combate à Covid

Publicado domingo, 28 de novembro de 2021 às 15:50 h | Atualizado em 28/11/2021, 17:57 | Autor: Da Redação

O Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Universidade Federal da Bahia (Ufba) prevê que o Carnaval poderá fazer retroceder os avanços alcançados no controle da pandemia da Covid-19. De acordo com o colegiado, no final de fevereiro de 2022, ainda haverá transmissão comunitária ativa do vírus SARS CoV-2 no Brasil e, em consequência, ocorrência de casos novos da doença.

“Esse é o cenário mais provável, em vista da calamitosa evolução presente em muitos países do continente europeu, onde, após um período de menor incidência dessa doença, uma nova onda epidêmica vem sendo observada em decorrência, principalmente, do relaxamento das medidas de distanciamento social e da obrigatoriedade do uso de máscaras”, afirmou a nota do Comitê divulgada nesse sábado, 27.

O comitê é formado por Eduardo Mota, Gloria Teixeira, Tania Bulcão, Paulo Miguez, Thierry Lobão, Roberto Meyer. De acordo com a nota, assinada pelos seis especialistas, ninguém pode afirmar hoje que haverá um cenário de transmissão viral zero nos primeiros meses do próximo ano. “Sendo assim, faz-se necessário acompanhar os níveis de incidência da Covid-19, dos casos graves, hospitalizações e óbitos nos meses vindouros”

De acordo com a nota, apossibilidade da ocorrência de novas variantes virais aumenta com a persistência da transmissão e novas infecções da Covid-19. “Além disso, considerando a maior transmissibilidade da variante Delta, que atualmente predomina largamente no Brasil, a evolução da pandemia nos próximos meses dependerá da proporção da população suscetível à infecção e, principalmente, do nível de exposição das pessoas ao vírus, diretamente relacionado à implementação efetiva das medidas protetivas, especialmente do uso de máscara e distanciamento social, evitando sobremaneira aglomerações, e da elevação da cobertura vacinal”, prossegue a nota.

Até o momento, a prefeitura de Salvador e o governo do Estado não tomaram uma decisão sobre a realização da festa.

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