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Defesa do PM condenado a 12 anos por morte de tio recorrerá de decisão

Publicado sábado, 21 de julho de 2018 às 10:20 h | Atualizado em 20/07/2018, 22:57 | Autor: Miriam Hermes
Júri, sob a presidência da juíza Márcia Simões Costa, começou na manhã da quinta-feira passada e durou 20 horas
Júri, sob a presidência da juíza Márcia Simões Costa, começou na manhã da quinta-feira passada e durou 20 horas -
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A defesa do policial militar Renato Simões de Medeiros Filho, de 25 anos, anunciou que vai recorrer da sentença do júri popular que condenou o militar a 12 anos e seis meses de prisão, sem o direito de recorrer em liberdade, pela acusação da morte do seu tio, em Feira de Santana (a 109 km de Salvador).

José Simões de Medeiros, 63, foi morto, em janeiro de 2017, com sete tiros de uma arma 9 mm disparados pelo carona de uma moto que se aproximou do veículo que a vítima conduzia. Ele morreu no local.

O júri, sob a presidência da juíza Márcia Simões Costa, teve início na manhã da quinta-feira passada e foi encerrado às 4h30 da madrugada de ontem, após cerca de 20 horas.

Dos sete jurados, quatro votos foram pela condenação. Entre as dez testemunhas, sendo cinco a favor do réu, três da acusação prestaram depoimento com capuz para preservar a identidade.

Processos

Além deste júri pela morte do comerciante José Simões, Renato ainda responde por atentado contra a vida da madrasta Rosemeire de Jesus Bahia e do irmão, de 15 anos, que ficou paraplégico. Ambos foram baleados.

O PM, que ainda não tinha estabilidade na corporação, onde atuou por cerca de dois anos antes de ser preso, deverá ser expulso da corporação. Ele, que ficou detido por cerca de um ano e meio no Batalhão de Choque de Lauro de Freitas esperando o julgamento, nega a autoria dos crimes.

Conforme foi apurado nos inquéritos policiais, tanto no caso da morte de José Simões, como nas tentativas de homicídio contra Rosemeire e seu filho, os crimes foram motivados por desavenças familiares, e Renato já tinha ameaçado as vítimas.

Um dos profissionais que atuaram na acusação, o promotor David Gallo afirmou que as provas apuradas são incontestáveis e os depoimentos de testemunhas foram importantes para a decisão dos jurados. Para ele, o resultado do júri popular demonstra que a sociedade quer o fim da violência e da impunidade.

O advogado Hércules Oliveira fez parte da equipe que defendeu o acusado. Para ele, o conselho de sentença se mostrou dividido na votação de 4 a 3 e a apelação será apresentada em segunda instância, com pedido de anulação do julgamento.

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