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Corpos de mãe e filho são sepultados em Salvador

Publicado sexta-feira, 25 de agosto de 2017 às 22:32 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Felipe Santana*
Velório e enterro ocorreram no cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro de Brotas, na tarde desta sexta-feira, 25
Velório e enterro ocorreram no cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro de Brotas, na tarde desta sexta-feira, 25 -
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Sob clima de comoção e tristeza, foram sepultados na tarde desta sexta-feira, 25, Taís Medeiros Ramos, de 32 anos, e seu filho Lucas Medeiros Leão, 2 anos, vítimas do acidente que causou 18 mortes no naufrágio da embarcação Cavalo Marinho I.

O enterro, que aconteceu no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, reuniu familiares e amigos no momento de despedida. Muito triste e abalado, o pai de Lucas e marido de Taís estava ao lado dos familiares no velório, marcado por homenagens e orações.

Dedicação

Moradora da ilha desde criança, Taís era administradora do Sesc Itaparica e, eventualmente, fazia a travessia Mar Grande-Salvador. De acordo com o tio dela Hugo Ramos, a vítima era muito dedicada à família e aos estudos.

Ele contou que no dia do acidente, o marido estava trabalhando em Ilhéus e retornou para acompanhar as buscas.

“Ela sempre batalhou pelo crescimento pessoal e profissional. Tratava Lucas muito bem e sempre se preocupava com a saúde dele”, disse Hugo.

Taís e Lucas estavam indo para Salvador para exames e consulta médica. Ao receberem a notícia sobre o acidente, familiares ligaram para a clínica onde Taís estaria em Salvador.

“Foi quando eu cheguei em Mar Grande e soube que Taís estava levando Lucas para o médico. Ligamos para a clínica e fui informado de que eles não tinham chegado ao local”, conta Edileudo Nobre, tio de Taís.

Desespero

Ele relata que enquanto acompanhava as buscas, na manhã da última quinta-feira, percebeu que a proporção da tragédia era maior do que estava imaginando.

“Fiquei muito aflito procurando saber onde eles estavam. Fui na UPA e no Hospital Geral de Itaparica, passei mensagem, tentei ligar e não conseguia resposta.

Depois de um tempo, uma ambulância do Samu chegou com o corpo do meu sobrinho Lucas”, diz emocionado o tio da vítima.

Moradores da Ilha de Itaparica que acompanhavam o velório informaram que a travessia Mar Grande-Salvador representa perigo todos os dias. Eles ressaltam que a maioria das lanchas não oferece segurança para os passageiros.

“Não foi uma fatalidade, isso foi uma tragédia anunciada. Todos os moradores da Ilha de Itaparica lutam, diariamente, por um serviço de qualidade, mas ninguém nos escuta”, afirma Edileudo Nobre.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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