Pandemia não atrapalhará a tradicional Feira de São João

Publicado quinta-feira, 18 de junho de 2020 às 06:00 h | Atualizado em 17/06/2020, 23:49 | Autor: João Lucas*

A tradicional Feira de São João, que ocorre todos os anos no mês de junho, no Centro de Abastecimento do Estado (Ceasa), vai acontecer normalmente. Mesmo com as restrições geradas por causa da pandemia de Covid-19 e a antecipação da data oficial do feriado junino, o Ceasa já recebeu os produtos típicos da época, isso porque as pessoas já se organizam para realizar os festejos em casa mesmo.

A comercialização exclusiva de produtos típicos, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), deve render R$ 3,2 milhões na comercialização de amendoim e milho verde. Só nos 10 primeiros dias deste mês já foram comercializadas 254 toneladas de milho e 72 toneladas de amendoim. A expectativa é vender 400 toneladas de amendoim e 1,2 mil toneladas de milho até o final do mês.

“Mesmo vivendo um momento desafiador na economia mundial, esperamos que a Feira de São João potencialize a economia local por todo o período de junho. Mesmo com o distanciamento social, os festejos dentro de casa vão acontecer e a população baiana procura por alimentos típicos de boa qualidade e mais em conta, por isso o Ceasa é melhor opção de compra destes itens”, destaca o vice-governador e titular da SDE, João Leão.

Já na Feira de São Joaquim, o movimento de consumidores caiu entre 60% e 70% em decorrência da pandemia, mas segue funcionando normalmente com as medidas de segurança, inclusive com mais vendedores do que antes, já que é uma fonte de renda às pessoas que ficaram desempregadas.

“O movimento da feira caiu, principalmente para o varejo. Nós estamos funcionando muito bem para o atacado, das pessoas que vêm comprar aqui no mercadinho, mas para o varejo caiu bastante”, afirma Nilton Ave, conhecido como o Gago da Feira, presidente do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes de Salvador.

Apesar da Feira de São João não ter começado ainda, já há a procura pelos produtos tradicionais, como milho e amendoim. “Nós acreditamos que o comércio do São João na feira vai ser muito bom. Inclusive já solicitamos apoio à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), visando controlar o possível movimento. Acredito que a oferta para os produtos de São João, este ano, será acima da média”, acrescentou Nilton.

Já os vendedores esperam um movimento, devido à antecipação do São João e o medo das pessoas de aglomerações. “A movimentação caiu cerca de 70% aqui. A saída de amendoim e milho está mais devagar, os consumidores estão evitando a feira. Os preços dos produtos caíram devido a isso”, falou Denilson Alves, dono da barraca Denilson das Frutas, em São Joaquim.

O vendedor José Cláudio, da barraca Canto do Abacaxi, percebeu também a queda do movimento de compradores. “As comidas de São João ainda estão saindo bastante, as relações de preços dos produtos continuam as mesmas do ano passado. Todos estamos respeitando as medidas de segurança da pandemia”, contou.

A consumidora Carmen Lúcia já estava fazendo as compras para curtir o São João em casa com a família. “Acho importante mantermos a tradição, mesmo neste contexto mais complicado”, afirma.

Funcionamento

O Ceasa funcionará nas segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 3h, para permissionários e funcionários em geral, e das 4h para os clientes. Fecha às 15h. Já nas terças, quintas e sábados, a abertura dos portões é às 5h, para todos, e o encerramento às 13h.

Já na Feira de São Joaquim, o funcionamento segue normalmente, de segunda a sábado, entre 5h30 e 17h, e nos domingos, das 6h30 às 12h.

*Sob supervisão da jornalista Meire Oliveira

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