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Reciclagem de lixo ocupa rua e moradores protestam

Publicado quarta-feira, 04 de novembro de 2015 às 23:18 h | Atualizado em 04/11/2015, 22:54 | Autor: Alean Rodrigues l Feira de Santana
Reciclagem de lixo em Feira de Santana
Reciclagem de lixo em Feira de Santana -
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Moradores da rua Boa Vista, no bairro Jussara, em Feira de Santana, enfrentam transtornos há mais de quatro anos, provocados pelo mau cheiro, lixo e infestação de roedores e insetos oriundos de um galpão de reciclagem situado no local.

A existência do galpão também resulta, com frequência,  a interdição da rua, para que o material reciclável  seja separado e pesado. Todo tipo de resíduo, como sacos plásticos, metais, papelão, atraem para a rua ratos, baratas e mosquitos, comprometendo a saúde dos moradores.

Segundo os moradores, que preferem não ter os nomes divulgados,  apesar das solicitações feitas com o dono do galpão, ele criou mais dois espaços,  na rua, para espalhar o material. "Várias pessoas tiveram problemas de pele, dengue, zika e chikungunya", disse uma moradora.

Comerciantes já foram obrigados a fechar estabelecimentos. "Fechei o negócio e mudei de residência. É absurdo que uma pessoa só mande em toda a rua. Para receber visitas ou encomendas temos que avisar a ele com antecedência, para ele abrir a rua", disse um deles.

Notificação

O caso já foi já denunciado à Secretaria de Serviços Públicos, à Vigilância Sanitária e ao próprio prefeito. "Agora vamos recorrer ao Ministério Público. Esse galpão não pode ficar em área  residencial".

O proprietário Manoel Marcos de Lima, o Ceará, disse à reportagem de A Tarde que o material estava na rua nesta quarta-feira, 4, porque um comprador iria buscar, mas que todos os dias, ao fechar o espaço, tudo é recolhido e limpo.  "Gero empregos. Isso ninguém vê", observa.

O secretário de serviços públicos, Justiniano França disse que o setor de fiscalização já foi ao local várias vezes e notificou o proprietário.  "Vamos voltar a verificar a situação", disse.

A coordenadora da Vigilância Sanitária, Kérsia Leal, informou que, por três vezes no ano passado,  a equipe do órgão foi  impedida de entrar no local. "Não temos como entrar sem autorização", explicou. Nesta quarta, os dois órgãos voltaram ao local. Todo o material foi retirado da rua pelo proprietário do galpão.

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