A ser sabatinado nesta quarta, indicado ao STF projeta maioria evangélica e já criticou papa

Publicado quarta-feira, 01 de dezembro de 2021 às 07:47 h | Atualizado em 01/12/2021, 07:56 | Autor: Redação

Programado para ser sabatinado nesta quarta-feira, 1º, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, coleciona discursos que fazem jus à declaração de Jair Bolsonaro (PL) de que busca “um ministro do STF terrivelmente evangélico”. A sabatina é um passo obrigatório dentro do processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal.

Em maio, Mendonça fez uma projeção de que, em dez anos, evangélicos serão maioria do país, além de criticar fala do Papa Francisco, que ao receber o pedido de um fiel para que rezasse pelos brasileiros, brincou “vocês não têm salvação. É muita cachaça e pouca oração”. “É um processo para dar dignidade ao ser humano [sobre crescimento no número de evangélicos]. É um processo para reconciliar o homem com o nosso Deus. É um processo, para que... ainda que seja uma brincadeira, dizer que o brasileiro vive de cachaça e pouco coração [o papa disse oração na ocasião], o brasileiro vai viver do sangue de Jesus. E do poder do Espírito Santo”, rebateu André Mendonça. No entanto, desde antes da indicação ao STF, em julho, Mendonça disse ter compromisso com o Estado laico.

No Censo do IBGE, em 1980, os católicos eram 89,9%, enquanto os evangélicos formavam 6,6% da população brasileira. No levantamento mais recente, de 2010, a proporção ficou em 64,6% a 22,2%.

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