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Caminhoneiros ameaçam parar dia 1º de novembro caso Bolsonaro não atenda demandas

Publicado às | Atualizado em 17/10/2021, 10:54 | Autor: Redação
A decisão ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018 | Foto: Miguel Schincariol | AFP
A decisão ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018 | Foto: Miguel Schincariol | AFP -
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Uma reunião de caminhoneiros junto à frente parlamentar da categoria, determinou na noite deste sábado, 16, que iniciam uma paralisação no dia 1º de novembro caso Jair Bolsonaro (sem partido) não atenda as demandas da categoria. Os motoristas exigem cumprimento do frete mínimo e nova política de preços para os combustíveis.

A decisão ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018. A interlocução com o governo será feira por meio da Frente Parlamentar do Caminhoneiro Autônomo e Celetista, presidida pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS).

"Nós, caminhoneiros autônomos do Brasil, estamos em estado de greve", afirmou Crispim em vídeo que já circula em grupos de motoristas. "Significa dizer ao governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver, desencadear, melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido."

A categoria pede que o governo atenda suas reivindicações, que incluem melhores condições de trabalho, em 15 dias para não iniciar uma paralisação.

Crispim protocolou um requerimento para abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a alta dos preços dos combustíveis pela Petrobras. O pedido foi feito no dia em que a estatal aumentou em 8,9% o preço do diesel, em setembro. Em 2021, a empresa já elevou a gasolina em 51%. Diesel e gás de cozinha subiram 38% no ano.

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes da greve de 2018 e que hoje está à frente da Abrava, afirmou nesta semana a Folha de São Paulo que situação atual é pior que a do ano da paralisação nacional.

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