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Família de jovem que morreu em voo diz não ter dinheiro de traslado

Publicado terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 18:06 h | Atualizado em 19/11/2021, 07:05 | Autor: Estadão Conteúdo
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A família do jovem John Kennedy Gurjão, de 24 anos, que morreu após ter convulsões em um voo da Aer Lingus, durante o trajeto de Lisboa, Portugal, para Dublin, na Irlanda, disse nesta terça-feira, 20, que não tem recursos para trazer o corpo de Gurjão de volta para o Brasil.

O jovem, natural do município de Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, era de família pobre e perdeu os pais ainda criança. Ele e os oito irmãos foram criados por parentes. John Kennedy concluiu o ensino médio e trabalhou como servente em um hospital. Há cerca de um ano, mudou-se para a capital amapaense, em busca de emprego.

A tia do jovem, Lourdes Gurjão, disse que a família não sabia que ele estava fora do País e que ficou chocada com a notícia. Segundo ela, o sobrinho não tinha passagem pela polícia e a família nunca havia percebido qualquer envolvimento com drogas.

Gurjão transportava 80 cápsulas de cocaína no estômago - o equivalente a cerca de 800 gramas -, segundo resultado da autópsia assinada pelo patologista Margot Bolster e divulgada pelo jornal The Irish Times. Uma das cápsulas teria estourado, causando a morte do rapaz.

Lourdes Gurjão disse que vai pedir ajuda ao governo federal para trazer o corpo do sobrinho e sepultá-lo em Calçoene.

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