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Homem acusa funcionário da Gol de racismo por sugerir que cabelo tinha carrapato

Publicado quarta-feira, 11 de agosto de 2021 às 19:25 h | Atualizado em 11/08/2021, 19:28 | Autor: Da Redação
Companhia prometeu apurar o caso | Foto: GOL Linhas Aéreas/Divulgação
Companhia prometeu apurar o caso | Foto: GOL Linhas Aéreas/Divulgação -
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O biólogo Bruno Gomes, 25, usou as redes sociais para denunciar um caso de racismo que sofreu durante um voo da companhia aérea GOL. Segundo Bruno, o caso aconteceu em junho, quando viajava de Pará à Brasília.

Ele afirmou que caiu um carrapato no celular e, ao acionar o comissário de bordo, o funcionário afirmou não ser possível.

"A pessoa que estava ao meu lado também viu e achou estranho. Minutos depois caiu outro nela", escreveu Bruno, que chamou, novamente, o comissário para relatar o caso.

"Ele disse que isso poderia ter vindo em bagagem ou até mesmo ter caído do meu cabelo".

Em entrevista ao Uol, Bruno afirmou que a ficha demorou a cair. "No momento eu fiquei perplexo com a situação de cair o carrapato sobre o meu telefone. No momento não caiu a ficha da situação que eu estava sofrendo. Após entender, me senti um lixo, uma pessoa porca, sem higiene", disse.

Bruno relatou ainda que, ao descer da aeronave, procurou um local para realizar reclamação, mas foi informado de que não daria em nada. Ele acionou o site da empresa e um portal para fazer a denúncia, mas só obteve resposta quando registrou o caso no site consumidor.gov.

"Eles leram e entraram em contato, oferecendo R$ 500 para que eu tivesse uma nova experiência com a Gol. Disse que não era esse o foco, mas sim que a equipe seja instruída melhor. Ao conversar com uma pessoa da família do direito, esta disse que foi sim um constrangimento e racismo, me orientando a buscar meus direitos".

Segundo a Gol, relatos de carrapato no voo foram registrados e a suspeita é que os insetos tenham sido transportados em alguma mala de mão.

A companhia confirmou os R$ 500 de crédito para Bruno usar em um ano e afirmou ainda, em nota enviada ao Uol, que não compactua com atitudes discriminatória e preza pelo respeito e valorização das pessoas. Segundo a companhia, o caso será apurado.

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