Justiça reincorpora policiais acusados por morte de menino no RJ

João Pedro veio à óbito há dois anos, durante uma ação conjunta das polícias Civil e Federal

Publicado terça-feira, 24 de maio de 2022 às 16:06 h | Atualizado em 24/05/2022, 16:05 | Autor: Da Redação
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A Justiça do Rio decidiu nesta terça-feira, 24, em caráter liminar, que três policiais civis do estado sejam reintegrados a corporação em função administrativa, mesmo sendo réus no envolvimento da morte do menino João Pedro, em maio de 2020.

Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister, faziam parte, segundo o G1, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) quando participaram, em conjunto com outros membros das polícias Civil e Federal, de uma ação operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, que culminou com a morte do menino.

Desde o fato, eles estavam afastados de qualquer das atividades da corporação. Contudo, hoje, a defesa dos policiais conseguiu um habeas corpus que garante a reintegração. 

Mesmo assim, os três ainda seguem réus por homicídio duplamente qualificado, além de terem sido denunciados por fraude processual.

Relembre

O crime aconteceu na noite do dia 18 de maio de 2020, no Complexo de favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, quando o menino brincava dentro da própria casa, também de acordo com o G1. A operação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos.

Em fevereiro deste ano, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). 

No documento, o órgão apontou que os agentes, "em total desprezo pelas vidas dos moradores", adentraram no terreno e alvejaram, "sem nenhum motivo justificador, a residência em cujo interior se encontravam seis jovens desarmados, vindo a atingir e matar a vítima". 

Ainda conforme o Ministério Público fluminense, enquanto aguardavam a chegada da equipe de peritos da Delegacia de Homicídios de São Gonçalo, Mauro, Maxwell e Meister alteraram fraudulentamente o local do crime, com a intenção de criar vestígios de suposto confronto com criminosos.

Além disso, o órgão apontou que os denunciados plantaram no local diversos explosivos, também uma pistola da marca Glock, calibre 9 milímetros, e posicionaram uma escada junto ao muro dos fundos do imóvel.

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