Maternidade é condenada após dar tratamento privilegiado a Ewbank e Gagliasso

Publicado sábado, 10 de outubro de 2020 às 11:17 h | Atualizado em 10/10/2020, 11:43 | Autor: Da Redação

A maternidade Perinatal foi condenada pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar um casal que não pôde registrar o nascimento da filha com fotógrafo profissional. No entanto, a autorização foi concedida para Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank após o nascimento de Zyan, terceiro filho do casal, embora estivesse proibida a presença do profissional na unidade hospitalar, devido à pandemia de Covid-19. A sentença fixou indenização no valor de R$ 40 mil para o casal.

O casal compartilhou em 10 de julho deste ano as primeiras fotos tiradas na maternidade por uma fotógrafa, o que fez com que muitas mães e gestantes se revoltassem no perfil oficial da maternidade.

“A Perinatal informa que sua política atual de não autorizar a presença de fotógrafos na sala de parto está mantida. Um gestor de uma de nossas unidades abriu uma exceção e autorizou a entrada de um fotógrafo que apresentou um teste negativo para COVID-19, o que está em desacordo com o nosso protocolo. O referido fato está sendo devidamente apurado para a adoção das devidas medidas disciplinares”, informou o Grupo Perinatal na época, através de um comunicado divulgado na página oficial do Instagram.

O casal que a maternidade feriu a igualdade ao negar o registro do parto por profissional em razão da pandemia, mas permitir a um casal de atores famosos, disseram que ao visualizarem a foto se sentiram preteridos e discriminados no momento mais importante de suas vidas.

“Vislumbram-se os sentimentos de frustração, revolta e diminuição sofridos pelos autores, que não puderam registrar profissionalmente o momento mais importante de suas vidas, mas viram tal permissão a outro casal, exclusivamente em razão de fama e do retorno midiático conferido à própria demandada”, escreveu a juíza Livia Mitropoulos Esteves Dias no projeto de sentença.

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