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Promotoria denuncia policiais civis por homicídio e fraude processual em operação no Jacarezinho

Publicado às | Atualizado em 15/10/2021, 14:53 | Autor: Da Redação
A ação, considerada a mais letal da Hstória do Rio, terminou com 28 pessoas mortas | Foto: Reprodução | CUFA
A ação, considerada a mais letal da Hstória do Rio, terminou com 28 pessoas mortas | Foto: Reprodução | CUFA -
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O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta sexta-feira, 15, à Justiça dois policiais civis por envolvimento no homicídio de Omar Pereira da Silva, durante operação na favela do Jacarezinho, no dia 6 de maio. A ação, considerada a mais letal da Hstória do Rio, terminou com 28 pessoas mortas.

Um dos agentes foi acusado pelo crime de homicídio doloso e fraude processual e o outro, pelo segundo crime. A Promotoria também pediu o afastamento das funções públicas dos agentes.

De acordo com a denúncia, o crime foi praticado quando a vítima estava encurralada em um quarto de criança. Omar estava desarmado e já baleado no pé. Ainda segundo a ação penal, o policial responsável pelo disparo e outro agente, também denunciado, retiraram o cadáver do local antes da perícia de local de morte violenta.

A operação durou nove horas, 28 pessoas foram mortas — 27 homens que, segundo a polícia, eram “todos criminosos” e um policial civil. Testemunhas, entretanto, afirmaram que muitas das vítimas foram executadas quando já tinham se rendido, o que teria sido o caso de Omar.

Esta é a primeira denúncia oferecida contra agentes de segurança após decisão do ministro Edson Fachin, relator de uma ação que discute operações policiais no Rio de Janeiro durante a pandemia. O ministro proibiu operações policiais nas favelas do Rio durante a pandemia, “sob pena de responsabilização civil e criminal”.

A denúncia aponta que os policiais também foram responsáveis por inserir uma granada no local do crime e, no momento de registro da ocorrência em sede policial, apresentaram uma pistola e um carregador, alegando falsamente terem sido recolhidos junto à vítima.

De acordo com os promotores de Justiça responsáveis, os eventuais crimes investigados durante a referida operação estão sendo analisados caso a caso, a partir dos respectivos locais onde ocorreram, suas circunstâncias, com os respectivos laudos e as respectivas testemunhas.

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