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O direito de aprender

Publicado às | Atualizado em 19/10/2021, 22:53 | Autor: Da Redação
O professor Clodoveu Arruda é o convidado de hoje do Primeiro Ciclo de Debates da ACB | Foto: Acervo pessoal
O professor Clodoveu Arruda é o convidado de hoje do Primeiro Ciclo de Debates da ACB | Foto: Acervo pessoal -
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O Primeiro Ciclo de Debates do Núcleo de Educação e Cultura da Associação Comercial da Bahia (ACB) busca promover um diálogo nacional entre os setores produtivos e experiências exitosas no campo da educação pública brasileira, que evidenciam a real possibilidade de oferta de um ensino de qualidade com efetivos impactos no desenvolvimento econômico e social do país.

A programação tem continuidade hoje, às 20 horas, com a participação do diretor executivo da Associação Bem Comum, professor Clodoveu Arruda, que apresentará o tema “O Direito de Aprender no Semiárido Brasileiro: Compartilhando a Experiência de Sobral - CE”. A transmissão acontece no canal ACB Lives no YouTube.

Como destaca o coordenador do Núcleo de Educação da ACB, professor Ney Campello, “a cidade de Sobral, no Ceará, é um benchmarking para todos os 5.574 municípios brasileiros, pois além de liderar por bom tempo o ranking do indicador de desenvolvimento da educação básica no ensino fundamental, se tornou a cidade cearense com o maior número de trabalhadores com carteira assinada, e um alto índice de desenvolvimento humano (0,714)”.

Idealizador e responsável por programas como Educar Pra Valer e Alfabetização em Regime de Colaboração, em parceria com a Fundação Lemann e Instituto Natura, o professor Arruda ocupou cargos como secretário da Cultura e Mobilização Social, vice-prefeito e prefeito do município de Sobral, período em que se destacou pelos resultados produzidos, especialmente na política educacional, com a conquista da melhor rede pública municipal brasileira, conforme o IOEB (Índice de Oportunidade da Educação Brasileira), em 2015, e o maior IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) entre todos os 5.574 municípios do país, em 2016.

No caso da Bahia, os dados são bem desafiadores. Relatórios da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), indicam que 76% das crianças são analfabetas dentro das salas de aula, e que, de cada 100 estudantes que ingressam na escola, apenas 50 concluem o ensino médio aos 19 anos.

“Há uma dimensão moral, ética que nos obriga a construirmos um compromisso social, que garanta a efetivação do direito à alfabetização de todas as crianças na idade certa, quando elas têm sete anos, e estão concluindo a 2ª série do ensino fundamental. Há também uma dimensão econômica que nos impõe uma co-responsabilidade pela superação desta perversa realidade escolar, como condição para a promoção do robusto e necessário desenvolvimento econômico e social”, analisa Arruda.

“A ACB, com o apoio do Movimento Via Cidadã, está cumprindo o seu compromisso de apoiar a educação brasileira e baiana, através do ativismo da função social da empresa, entendendo que educação é política de estado e responsabilidade de todos”, complementa o professor Campello.

Publicada às quartas-feiras, a coluna mostra a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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