O que fazer após a alta hospitalar?

Publicado quarta-feira, 30 de junho de 2021 às 14:31 h | Atualizado em 30/06/2021, 14:37 | Autor: Geraldo Leite

Entre as inúmeras dúvidas sobre a Covid-19, uma pergunta está se tornando frequente: O que fazer após a alta hospitalar? Se os sintomas foram discretos, o paciente pode retornar às atividades normais. Nos casos graves, é necessário um período de recuperação.

O Governo da Paraiba mantem, uma rede de ambulatórios denominada “Continuar Cuidando”. A iniciativa objetiva acompanhar os pacientes de Covid-19 depois de receberem a alta hospitalar.

Um dos médicos da rede, Dr. Pedro Augusto explica: “O acompanhamento após a alta hospitalar é muito importante. Temos de prestar atenção aos efeitos futuros da Covid-19, pois nos deparamos muitas vezes com sequelas neurológicas de natureza cognitiva, fraqueza muscular e dores articulares. A pior de todas as sequelas é o déficit respiratório crônico, provocado pela fibrose pulmonar”.

Em algumas situações é necessário manter o paciente em isolamento no domicílio por alguns dias, após sair do hospital. "Muitas vezes”, diz o especialista, “após a alta, é necessário cumprir o isolamento para que o vírus seja totalmente eliminado". E completa: “O ideal, nesses casos, é que a pessoa fique num quarto, separada dos demais familiares, adotando os cuidados de higiene indicados. Nos casos mais graves, que exigem longas internações, cabe ao médico definir se será preciso mais tempo de isolamento na residência”. Um dos médicos responsáveis pelo atendimento pós-alta, Diego Varela, lembra que a Covid-19 pode deixar sequelas respiratórias graves. “Certos pacientes” – diz o Dr. Diego Varela, “após a recuperação da sintomatologia, necessitam de um acompanhamento ambulatorial que lhes dê a restauração completa da saúde, com acompanhamento médico, fisioterapêutico, e outros”.

Na Bahia, a Fundação José Silveira oferece, no Hospital Santo Amaro, um serviço de tratamento pós-Covid. Depois da alta hospitalar o paciente passa por uma avaliação inicial a cargo de um médico pneumologista, que, depois de examiná-lo e solicitar os exames de laboratório e de imagem necessários, o encaminha para a avaliação de uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, fonoaudíólogo e terapeuta ocupacional. Vencida esta etapa, o paciente volta ao pneumologista, que define a necessidade de submetê-lo ao programa de reabilitação, a cargo do IBR. A equipe de reabilitação é formada por profissionais especializados, que atuam de forma inter e multidisciplinar, de modo a favorecer o desenvolvimento motor e neurológico.

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