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Algodão da Bahia, um exemplo de responsabilidade

Publicado às | Atualizado em 03/10/2021, 15:40 | Autor: José Luiz Tejon
Procedimentos pela segurança do algodão baiano foram revisados | Foto: Abapa | Divulgação
Procedimentos pela segurança do algodão baiano foram revisados | Foto: Abapa | Divulgação -
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Vivemos um ambiente de estúpida polarização de uns contra os outros. De maneira geral no país, inclusive no agronegócio. E fiquei muito feliz ao ver o extraordinário exemplo de diálogo e de inteligência do algodão baiano.

A ABAPA - Associação Baiana de Produtores de Algodão; a Fundação Bahia, órgão de pesquisa e informações científicas no estado; ADAB - Agência de Defesa Agropecuária da Bahia e a EMBRAPA se reuniram em torno da ciência, com a ética da consciência, e revisaram os procedimentos fitossanitários e de vazio sanitário pela segurança do algodão baiano. Já publicados no Diário Oficial, os novos procedimentos reforçam o foco seletivo e preciso no ambiente das lavouras para o risco do “bicudo do algodoeiro“, uma praga terrível nessa cultura.

Mas, quando destaco aqui o “exemplo“ que a Bahia dá nessa questão, parabenizo suas lideranças: na ABAPA - do presidente Luiz Carlos Bergamaschi; do diretor geral da ADAB - Oziel Oliveira; Fundação Bahia - presidente Zirlene Dias Pinheiro; e de toda a EMBRAPA, na pessoa de Celso Moretti, seu presidente.

Por que essa minha manifestação de alegria? Pois aqui temos um retrato daquilo que será determinante e vital em todo o agronegócio, em todas as cadeias produtivas: “temperança, liderança e governança“, essa expressão ouvi semana passada do diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Carlos Goulart, se referindo ao fundamental na questão da segurança fitossanitária do Brasil, pedindo que as lideranças dialoguem e se entendam ao lado da ciência em cada estado da federação, com “temperança“, ou seja, juízo.

A nota técnica que integrou a ciência ao lado da consciência ética foi formulada pela Fundação Bahia junto com a EMBRAPA, que ofereceu à ADAB a confiança da regulação estadual, e isso tudo ao lado dos cotonicultores baianos.

O presidente da ABAPA resumiu: “somos o segundo maior produtor de algodão do país. O Brasil é o segundo maior do mundo, temos tecnologia e, além disso, zelamos pela organização da cadeia produtiva“. O diretor geral da ADAB acrescenta ser o vazio sanitário e o zelo específico e especializado reunindo a combinação fundamental de métodos mecânicos e químicos, e que está sempre ao lado do setor para trabalharem juntos.

Ciência e consciência e o juízo da ética: “a diferença entre tudo o que posso fazer versus aquilo que devo ou não devo fazer“. O exemplo do algodão baiano deve ser admirado pelas demais cadeias produtivas e estados do Brasil. Agricultores, defesa agropecuária, fundações de pesquisas estaduais e a voz da EMBRAPA. A cadeia produtiva da ponta do consumidor ao pesquisador, falará cada vez mais alto num agro cada vez mais consciente.

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