Caldeirão de Aço - Fator Fonte

Publicado quinta-feira, 19 de maio de 2022 às 06:08 h | Atualizado em 19/05/2022, 00:10 | Autor: Leandro Silva | Jornalista | [email protected]
Desempenho como mandante do Bahia treinado por Guto reforça uma  característica tradicional do clube
Desempenho como mandante do Bahia treinado por Guto reforça uma característica tradicional do clube -

Torcida e clube estão juntos em campanha para que o estádio esteja cheio na partida de amanhã contra a Ponte Preta. E todo o apoio da galera será válido para tentar manter em alta o fator Fonte, que vem sendo fundamental para que o Bahia esteja entre os quatro melhores da Série B. Afinal, enquanto o time trouxe quatro dos 12 pontos disputados até o momento longe de Salvador, o aproveitamento como mandante é de 100%, com três triunfos, contra Cruzeiro, Sampaio Corrêa e Londrina.  

De tempos em tempos, é comum ouvir críticas ao desempenho de Guto Ferreira como visitante. Não me apego a esse tipo de retrospecto para desqualificá-lo, pois reconheço uma dificuldade histórica do clube longe de casa, não importando qual o comandante, mesmo que haja temporadas de exceção. Por outro lado, é importante exaltar o desempenho como mandante do Bahia treinado por ele, que reforça uma das características tradicionais do clube, que é ser temido em seus domínios.  

E no acesso para a Série A, em 2016, o desempenho do Esquadrão, treinado por Guto Ferreira, na Fonte, foi impressionante. Em 11 partidas, o Tricolor venceu 10 e empatou um. O fator Fonte foi indispensável para o acesso. O aproveitamento geral em casa, juntando com o tempo de Doriva, foi de 82,45%, com 47 dos 63 pontos ganhos na competição, provenientes de 15 triunfos, dois empates e duas derrotas. Longe de casa, foram apenas três triunfos naquela campanha.    

No outro acesso conquistado pelo clube para a Série A, em 2010, em linhas gerais o fator mando de campo teve menos peso. Mesmo assim, Pituaço já esperava a cada jogo a galera do Esquadrão, com faixa tricolor e tudo, para começar a festa. Foi uma sinergia incrível entre time, torcida e estádio. Com Renato Gaúcho ou Márcio Araújo no comando, o time conseguiu 36 dos dos 65 pontos ganhos em casa. O peso foi maior na reta final, quando a torcida já havia abraçado de vez a equipe, que chegou a cinco triunfos em sete partidas. 

  Para o jogo de amanhã, levantou-se a possibilidade do retorno de Hugo Rodallega, que se lesionou na estreia do time no Brasileiro. O colombiano vem fazendo muita falta e a ausência é muito sentida a cada jogo em que a pontaria do time deixa a desejar, já que ele é o único especialista em bola na rede com experiência profissional comprovada no elenco. A ansiedade pelo retorno é gigante, mas é importante lembrar que é preciso ter paciência com o desempenho dele após a volta. Há uma probabilidade razoável de que o camisa 9 não retome imediatamente o mesmo nível com que estava se apresentando no momento da lesão.  

Deixando a razão de lado, a esperança é de que Rodallega já volte voando, como estava quando se lesionou e era o segundo maior goleador do futebol brasileiro em 2022. O retorno dele amanhã ainda é difícil. Mais provável é que o time tenha o importante reforço de Luiz Otávio, que ficou de fora contra o Vasco. Didi não comprometeu, o que dá uma tranquilidade maior para necessidades futuras, mas o camisa 3 é um dos principais pilares da equipe e a volta dele fortalece o time.  

A ausência confirmada é do camisa 10 Daniel, um dos dois melhores do time até agora no Brasileiro, ao lado de Rezende. Suspenso, ele deverá fazer falta. Warley e Mugni, mais acostumados com a função, vêm de lesão. Marco Antônio pode ser deslocado para o meio, abrindo uma vaga na ponta. Outra opção seria colocar Gregory, que deixou boa impressão contra o Londrina, em outro tipo de contexto. A falta de experiência pode pesar contra. Que Guto faça as melhores escolhas e que a torcida tenha muitos motivos para comemorar na Fonte amanhã

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