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Caldeirão de aço - O próximo passo

Publicado às | Atualizado em 20/10/2021, 22:25 | Autor: Leandro Silva | Jornalista | [email protected]
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A transformação defensiva do Bahia após a chegada de Guto impressiona e empolga. A segunda pior defesa do Brasileiro, com 38 gols sofridos nas primeiras 26 rodadas, deixou de ser vazada e já acumula três partidas sem gol dos adversários, algo inédito até então na competição. O máximo alcançado tinha sido nos triunfos contra Chapecoense e Juventude, no primeiro turno. A situação era tão crítica que, mesmo com o retrospecto recente, o time não melhorou a posição entre as defesas. Fechado o time parece estar, falta um pouco mais de capricho para vencer os arqueiros adversários, para que os gols e triunfos reapareçam. É o próximo passo.

No setor defensivo, Nino e Luiz Otávio já estavam jogando antes, com Dabove, enquanto Conti estava fora por lesão e voltou a atuar nos dois jogos mais recentes, contra Palmeiras e América, substituindo Gustavo Henrique, que também foi bem no triunfo contra o Athletico. As duas mudanças promovidas pelo treinador no setor foram as entradas de Danilo Fernandes, no gol, e Matheus Bahia, na lateral.

As duas entradas têm a ver com a melhora defensiva. Danilo, que tinha virado titular de maneira precipitada, quando Matheus Teixeira passava por bom momento, sofreu críticas pesadas e até injustas. Mesmo que a mudança no gol naquele momento parecesse desnecessária, era encarada dessa maneira pelo momento vivido por Teixeira e não por deficiência de Danilo, que já foi apontado como um dos melhores do país atuando por Sport e Inter. Ele vem de três grandes partidas. Pegou demais contra o Athletico e foi decisivo quando exigido contra Palmeiras e América.

A entrada de Matheus Bahia também tornou o time mais protegido. Dado Cavalcanti já havia melhorado o desempenho defensivo na reta final do Brasileiro passado quando promoveu o camisa 79 à titularidade. Ao contrário da competição passada, quando Capixaba estava mal e perdeu o lugar no time, a modificação promovida por Guto agora teve mais a ver com característica do que com fase, tanto que Capixaba permaneceu no time, mas em outra posição.

Como Matheus marca mais e preenche melhor o espaço defensivo, Capixaba joga com mais liberdade à frente dele. O camisa 29 tem deficiências defensivas como lateral, mas ajuda na compactação da equipe, atuando como extremo, fazendo o balanço, como costuma explicar o treinador, cumprindo função similar à desempenhada por Raí do outro lado, outra novidade. Também com funções defensivas, Patrick voltou ao status de titular, que ele tinha desde a reta final do Brasileiro passado, passando pelo título do Nordeste, até a chegada de Dabove. Daniel e Mugni cumprem funções híbridas, completando o meio de campo. Contra a Chapecoense, Mugni está suspenso, restando a dúvida sobre o substituto.

Na primeira passagem pelo Bahia, o time comandado por Guto terminou a campanha do acesso para a Série A com a segunda melhor defesa. Curioso, e animador, é que, naquele ano de 2016, o Tricolor terminou em quarto, mas conseguiu também o segundo ataque mais positivo da Série B.

Se o primeiro passo muito bem-sucedido do treinador foi tornar a equipe mais competitiva, evitando os gols adversários, agora a expectativa é que o outro extremo também evolua e que os gols do Esquadrão voltem a ser frequentes a partir do próximo domingo, contra a Chapecoense, já que o time passou em branco contra Palmeiras e América Mineiro, em sequência. Vale lembrar que no trabalho mais recente de Guto, o Ceará se destacou mais pela eficiência ofensiva do que defensiva no Brasileiro passado, já que terminou a competição com o sexto ataque mais positivo, ao mesmo tempo em que teve a sexta defesa mais vazada.

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