Resenha rubro-negra - Mais do que imaginado

Publicado sexta-feira, 11 de março de 2022 às 06:00 h | Atualizado em 10/03/2022, 20:20 | Autor: Angelo Paz | Jornalista [email protected]
O que mais a equipe de Dado Cavalcanti teve até agora foi um calendário folgado para trabalhar
O que mais a equipe de Dado Cavalcanti teve até agora foi um calendário folgado para trabalhar -

Imagino eu que nem o torcedor mais otimista esperava um início de ano maravilhoso, com o Leão passando por cima dos adversários e, a essa altura, com o time já mais ou menos encaixado para passar pela Série C sem sustos. Mas, se alguém chegou a imaginar esse cenário, está vivendo mais um ano de decepção com o Vitória. Passados três meses de temporada, os rubro-negros ainda não têm motivos para comemorar. A verdade é que sobram preocupações com o time que daqui a um mês estreia no Brasileiro com a única missão de subir para à Série B.  

A questão não é o tempo curto. Afinal, o que mais a equipe do técnico Dado Cavalcanti teve até agora foi um calendário folgado para trabalhar. A questão é que os resultados não acontecem, nem a evolução a cada jogo, como sempre se espera. A derrota em Cruz das Almas para o Doce Mel, que vinha na vice-lanterna do estadual, é um exemplo desse cenário. Sem conseguir envolver o adversário e com pouca agressividade (para não dizer nenhuma), o Leão voltou a Salvador não só com a segunda derrota na mala, mas também preocupado com o desfecho do estadual.  

Isso porque a equipe que só conseguiu marcar quatro gols em sete jogos disputados na competição segue fora do G-4, restando apenas duas partidas para o final da primeira fase. Longe de querer agourar as últimas duas partidas que restam, mas não custa lembrar que o Vitória sequer avançou às finais nas últimas três edições do estadual. Fica aquele fantasma do repeteco. Distante dois pontos do quarto colocado, a situação ainda não chega a ser dramática, mas não podemos negar que é, mais uma vez, preocupante.  

Aí, chegamos a um chavão bem característico do futebol: não há mais espaço para errar. Qualquer resultado que não seja a vitória nas últimas duas rodadas deixará a equipe ainda mais longe de alcançar um dos poucos objetivos do ano, que é voltar a ser campeão estadual após cinco anos. Dessa vez o rubro-negro não terá muito tempo para refletir sobre essa situação. Já volta a campo amanhã, contra o Unirb, em Alagoinhas. 

Em caso de vitória, pode chegar à última rodada dentro do G-4, só dependendo de si para se classificar. Do contrário, as chances de classificação podem ir por água abaixo já neste final de semana. Uma situação nada confortável que o técnico Dado Cavalcanti vai tentar superar, provavelmente, mudando a equipe. Insatisfeito com a monótona apresentação no primeiro tempo diante do Doce Mel, promoveu quatro mudanças ainda no intervalo, curiosamente com a entrada de quatro jovens: Gabriel Santiago, Erik, Alisson Santos e Ruan Nascimento.  

Certamente o técnico rubro-negro não irá mudar tanto para o início do jogo de amanhã, mas deu indícios de que pode utilizar peças diferentes em um time titular ainda longe de engrenar. Se houve algo bom na derrota no meio de semana foi, sem dúvidas, o retorno de Dinei após oito meses afastado devido a uma lesão no joelho. Apesar da evidente falta de ritmo, todos sabem que faro de gol nunca lhe faltou. E com a seca ofensiva que a equipe vive, é bom contar, mesmo que ainda longe das melhores condições, com quem fez uma carreira familiarizado em botar a bola pra dentro.  

Opção de peso para o ataque, Tréllez, apesar de já regularizado, deve ter condições de jogo apenas na última rodada do estadual, já na próxima quarta, contra o Bahia de Feira, no Barradão.  E como a necessidade de resultado é imediata, cabe a Dado encontrar uma forma de vencer com o que tem em mãos. É o que resta para não ficar ainda mais complicado que o imaginado.

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