Diz Carlos Andrade que comércio não quer nem pensar em 3ª onda

Publicado sábado, 12 de junho de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 12/06/2021, 00:12 | Autor: Levi Vasconcelos

Rui Costa já externou a sua imensa preocupação: os hospitais estão com níveis de ocupação em torno de 85%, pertinho do limite, e se o trio Corpus Christi, Santo Antônio e São João ajudar a vitaminar a Covid, seria uma terceira onda devastadoramente trágica.

E como Carlos Andrade, presidente da Fecomércio da Bahia, vê a situação? Ele diz que nem gostaria de imaginar um cenário destes.

– Seria desastroso. No ano passado só começamos a dar algum suspiro em setembro, outubro. Apostamos no Natal. Foi 40% ou 50% a menos. Lutamos pela saúde, mas também para preservar empresas e empregos. Fechar o comércio é a solução? Acho que não.

No limite — Diz Andrade que o governo anuncia programas disponibilizando bilhões para o empresariado, mas, na hora que se vai conferir, o dinheiro não chega à ponta.

– Os pequenos, donos de bares e restaurantes, são os que sofrem mais. Agora, imagine você que o cidadão vai no banco tomar R$ 5 mil ou R$ 10 mil e não pode sacar porque está com as contas de luz atrasadas. Dizem que banco não tem coração, tem cofre. É isso aí.

A convite dos deputados baianos Otto Alencar Filho (PSD) e Zé Neto (PT) ele foi à Comissão de Direitos Econômicos da Câmara dos Deputados, quando deu o recado que é o sentimento geral:

– O governo federal errou feio na questão das vacinas. Não dá para pagarmos essa fatura.

Só faltou perguntar: e sobra pra a gente?

Fala Martinho Lélis: ‘Isso só acontece no mata-mata’

O bom momento do futebol nordestino, com seis clubes nas oitavas da Copa do Brasil, três baianos (Bahia, Vitória e Juazeirense) é um tapa no radialista Domenico Gatto, da rádio Energia 97, de São Paulo, que ofendeu a honra geral quando disse que ‘no Nordeste tudo é porcaria’, com a ressalva: ‘O Bahia é o time mais forte, mas é lixo também’.

Baixarias à parte, Martinho Lélis, veterano comentarista esportivo do rádio baiano, diz saber que a hierarquia do futebol obedece ao PIB de cada estado, mas ressalva que a competição mata-mata é a vez dos pequenos.

– O Bahia foi campeão brasileiro há 30 anos. Jamais será por pontos corridos. No mata-mata o jogo muda. Os pequenos jogam por uma bola. E nesse jogo aí o fenômeno é o Juazeirense.

A indústria dá bons sinais

Embora o comércio tenha sido fortemente atingido na pandemia, os Indicadores Industriais, pesquisa mensal da Confederação Nacional da Industria (CNI), mostram que, no auge da segunda onda, na virada entre março e abril, a indústria reagiu de forma positiva.

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em abril e o emprego registrou alta pelo nono mês consecutivo e massa salarial retornou ao patamar pré-pandemia.

Nem tudo vai tão mal.

Conquista pode perder leitos

Ana Sheila (DEM), prefeita de Vitória da Conquista, diz estar preocupada. O contrato com o governo federal para a manutenção de 20 leitos de UTI para Covid no Hospital São Vicente de Paula está chegando ao fim, a pandemia está aí a pleno pique e até agora não há sinais de renovação.

Conquista tem 156 leitos, 70 deles de Covid, a maioria mantido pelo governo estadual. Segundo a prefeita, a supressão dos leitos vai na contramão da

Porto Seguro dá vantagens

Com 95% da economia girando em torno da indústria do turismo, fortemente atingida na pandemia, Porto Seguro, a terra mater do Brasil, vê o espocar de queixas de todos os lados. Jânio Natal (PL), o prefeito, baixou decreto válido até o fim de julho dando descontos de até 100% de juros e multas e até 25% no principal.

Diz Jânio que o trade turístico está muito sofrido,

a arrecadação municipal caiu, mas o momento é de ajudar quem a produz.

Pemba no palanque

Essa quem conta é Roque Mendonça, leitor.

Em 1976, ano de eleições em Itapé. Eram candidatos a prefeito, realizando campanhas acirradas, Pio Sodré e José Mendonça, ambos pela antiga Arena.

O ponto alto da campanha eram os comícios, onde cada candidato queria ter a presença de mais eleitores que o outro. Os adeptos de Sodré só começavam suas atividades políticas após o local ser purificado por uma mãe de santo do seu grupo e assim organizaram um comício na praça principal, para animar o evento, contrataram uma das principais bandas de Itabuna (naquela época podia).

Pouco antes de o comício começar, alguém da oposição espalhou secretamente pó de giz branco por todo o palco.

Quando os oradores se prepararam para subir ao palco, a mãe de santo viu aquele mar de pó espalhado, abriu o grito:

– Espalharam pó de pemba pra acabar com a gente, Seu Pio!

Todo mundo pulou do palanque , comício cancelado, Pio esbravejando.

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