Este ano, a pré-campanha foi mais flexível, com carreatas e motociatas

Do ponto de vista da justiça, campanhas eleitorais parecem mais tranquilas

Publicado quinta-feira, 14 de julho de 2022 às 06:15 h | Atualizado em 13/07/2022, 23:44 | Autor: Levi Vasconcelos
Bolsonaro em motociata realizada em Salvador, no dia 2 de julho
Bolsonaro em motociata realizada em Salvador, no dia 2 de julho -

Diz o advogado Ademir Ismerin, com mais de três décadas de estrada no direito eleitoral, que em 2022 a justiça eleitoral está mais flexível na pré-campanha, que chega agora na reta final com cheiro de campanha.

— Os comícios já estavam em extinção, mas este ano permitiu-se encontros em ambientes fechados, casos em que a única exigência é que os partidos paguem a conta. Também houve tolerância bem maior com carreatas e motociatas. Só não se pode pedir voto.

Em abril, por exemplo, Bolsonaro foi a Rio Verde, interior de Goiás, onde entregou 22 mil títulos de terra. E falou tranquilamente:

— Este ano teremos eleições que podem renovar o Executivo e quase todo o Legislativo. Vocês é que sabem.

Segundo Ismerim, ontem mesmo a justiça negou uma ação do PT contra ACM Neto por ter sido recebido no interior com uma carreata.

Internet —Também foi permitido o uso da internet ‘desde que não haja difusão da mensagem em massa’ (quem vai medir?). E também foram liberadas as entrevistas dos pré-candidatos, desde que os veículos deem um tratamento igualitário a todos.

Outro detalhe diferente foi a volta da propaganda partidária, com direito aos pré-candidatos falarem.

Em suma, embora os sinais são de que teremos este ano uma campanha mais violenta, pelo assassinato do petista em  Foz do Iguaçu e as bombas de fezes que estão sendo atiradas por bolsonaristas, do ponto de vista da justiça está mais light. Até agora, pelo menos é assim.

Em Juazeiro, os aliados da prefeita estão na expectativa

A prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos (PSDB) está deixando alguns dos seus aliados de 2020 de orelha em pé. Um deles é o deputado estadual Roberto Carlos, que era do PDT e está no PV.

Em 2020 ele rompeu com o grupo do ex-prefeito Isaac Carvalho, que queria a reeleição de Paulo Bonfim (PT) e apoiou Suzana na esperança de agora ter recíproca. Ao invés de ver isso, a prefeita lançou a candidatura do filho, Jordávio Ramos (PSDB). 

E Joseph Bandeira (PSB), candidato a federal, que também apoiou a prefeita, vê agora ela apoiando o já deputado federal Adolfo Viana (PSDB).

Roberto Carlos admite que está na expectativa:

— Realmente fizemos esse acordo, que ela me apoiaria. Vamos ver como vai ficar.

Fogo cruzado no jogo político

Um conhecido jornalista que trabalha na área política se dizia ontem cheio de satisfação com os contornos que a polarização na disputa federal entre Bolsonaro e Lula produzem nele:

— A esquerda diz que eu sou de direita e a direita diz que eu sou de esquerda. É uma maravilha saber que não agrada a nenhum dos dois.

Ele ressalva: os bolsonaristas, que não gostam de jornalistas, agridem mais.

Travada na pandemia, a Expo Tech volta mais forte

Parada nos últimos dois anos por conta da pandemia, a Expo Tech, evento que traz as novidades tecnológicas das indústrias de saneantes (produtos de limpeza) e cosméticos, agregou mais um segmento para a 4ª edição do evento, o setor de tintas.

Raul Menezes e Juan Lorenzo, o primeiro dos cosméticos e o segundo dos saneantes, agregaram Arlene Vilpert, do setor de tintas, por um detalhe: nos três casos os fornecedores de materiais são praticamente os mesmos.

Eles têm apoio da Fieb, com o Senai Cimatec, e do BNB. Segundo Juan, o propósito é simples:

— A ideia, e nisso temos tido sucesso, é trazer as novas tecnologias para micro e pequenos.

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