Folia também tem seu sacolejo financeiro: custa R$ 175 milhões

Publicado domingo, 23 de fevereiro de 2020 às 10:37 h | Atualizado em 23/02/2020, 10:38 | Autor: @[email protected]

Em uma contabilidade rápida, o Carnaval baiano custa uma boa grana, algo aí em torno de R$ 175 milhões.

Só a prefeitura desembolsa R$ 40 milhões, além dos outros R$ 60 milhões que captou com patrocínios. E o governo do estado está gastando R$ 75 milhões, dos quais R$ 45 milhões só em segurança.

Ressalte-se que, além de Salvador, na Bahia outras 50 cidades promovem o Carnaval, algumas com estrelas de primeira grandeza na folia baiana, como Bell Marques em Barreiras. Ou seja, com segurança e atrações, o governo também gasta por aí.

Retorno — A questão: que o Carnaval, na vastidão da sua complexidade – que vai dos operadores de trios elétricos, garçonetes e ambulantes, até donos de hotéis –, bole com a economia, não há dúvida. Mas qual é o tamanho do retorno financeiro?

Não há estudo sobre isso. Só se sabe como certo e sem dúvida é que há “lucro”, mas a dimensão ainda está para ser medida, embora os técnicos da prefeitura de Salvador envolvidos na festa contabilizam que aí por volta de 800 mil turistas provocam ganhos da ordem de R$ 1,8 bilhão ao longo do ano, porque contabilizam os ganhos com os que gostam e saem falando bem.

Só para pontuar, bom lembrar que o Carnaval é a grande festa de Salvador, mas a da Bahia é o São João, muito mais espalhada e, portanto, abrangente. Mas a folia e o forró fazem parte do negócio.

No meio da rua, sim senhor!

Lembra daquela história, lá em Vitória da Conquista, em que um piso tátil foi instalado no meio de uma rua onde passam  carros?

A reação do prefeito Herzem Gusmão (MDB), ao ser abordado em entrevista ao programa Resenha Geral, da Rádio Clube de Conquista, após saber que a própria prefeitura mandou tirar: 

– Se eu soubesse antes (da retirada), diria: mantém e deixa os linguarudos ficarem falando.

Na pequena e rica Madre

Com 32 km², 21 mil habitantes e muito dinheiro, bem mais no tempo em que a Petrobras estava no auge, Madre de Deus, a prima-rica do Recôncavo baiano, também mergulha no tititi da peleja 2020.

Lá, o prefeito Jefferson Andrade (PP), reeleito, deve apoiar a ex-prefeita Nita, contra Dailton Filho (PSB), que perdeu em 2016 e agora lidera. Mas lá dizem que prefeito nunca deixou de fazer sucessor. E pesquisas dizem muito pouco.

Milagres, com o diabo por lá

As autoridades eleitorais e de Segurança Pública da Bahia já estão avisadas: olho na disputa eleitoral em Milagres, vizinho de Amargosa.

O prefeito César Rotandano, o César de Adério, tem uma disputa extremamente raivosa com o ex-prefeito Galego (PP). Discussão é sempre bate-boca, e a divergência deixou de ser diferença, virou ódio.

Alimenta o enredo o fato de César ser um ex-pupilo de Galego que ficou rico, contra o ex-patrão rico.

Nace, os jovens médicos no top da cirurgia vascular

O Nace (Núcleo de Angiologia e Cirurgia Endovascular da Bahia), integrado pelos jovens médicos Leonardo Cortizo, Bruno Canguçu, Paulo Menezes Filho, André Brito,  Rodrigo Carvalho e Rodrigo Mota, está em alta na atenção às inovações da área médica. Esta semana, parte da equipe estava na Alemanha e Suíça em atualização científica. A outra realizou cirurgia inédita na Bahia: a primeira fístula com prótese de punção rápida. O grande diferencial do dispositivo é permitir que seja realizada diálise já após 48 horas. Nas demais próteses é necessário esperar, no mínimo, 14 dias para iniciar a diálise.

O Nace é um grupo de cirurgiões vasculares baianos que promove o cuidado do sistema circulatório com medicina de excelência na Bahia.

POLÍTICA 

COM VATAPÁ

Em volta da santa

Walter Santos, jornalista, paraibano, piloto do site WSCOM e da Revista do Nordeste, de grande audiência em João Pessoa e cercanias, veio a Salvador curtir a Lavagem do Bonfim e, no largo de Roma, em frente ao santuário de Irmã Dulce, ficou particularmente extasiado com duas placas sobre as obras que lá estão, uma da prefeitura de Salvador e outra do governo do estado (leia-se ACM Neto e Rui Costa). A de Neto, mais à frente, dizia: “Nova Avenida Dendezeiros – Caminhos da Fé”. A de Rui: “Governo do Estado Trabalhando – Nova ligação Av. Dendezeiros x Av. Luiz Tarquínio”.

Se empolgou:

– Vou chegar em João Pessoa e dizer ao povo lá que tomem vergonha e sigam o exemplo dos baianos, os dois, adversários, mas unidos em torno do bem comum! Isso que é exemplo do bom exercício de um mandato!

Os amigos de Walter foram maldosos com ele. O deixaram o tempo todo pensando que era assim mesmo. Só em João Pessoa ele soube que, na real, Rui e Neto ali disputam os simpatizantes da santa.

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