Lula bota gás no PT e ACM Neto diz que em Salvador não influi

Publicado sexta-feira, 15 de novembro de 2019 às 06:00 h | Atualizado em 14/11/2019, 21:22 | Autor: [email protected]

Dizem que o melhor dos ambientes é quando todas as partes envolvidas num mesmo propósito se dão por satisfeitas. Pois ontem em Salvador Lula e os petistas baianos viveram o melhor dos mundos, como uma festa em família de início e final felizes.

Lula foi abraçado, beijado, acariciado. E retribuiu no tom. Revelou que queria Jaques Wagner candidato à presidência ano passado, mas este recusou. Falou que em 2022 poderá subir a rampa com Fernando Haddad ou Rui Costa. E jogou pétalas na festa com um afago geral:

— Quando falo do nosso legado, é porque somos o único partido que tem um legado defensável e que dá orgulho.

O que fica — Óbvio que a escolha da Bahia para a festa calhou bem como luva na mão: o maior estado do Brasil governado pelo PT, com um governador bem avaliado e onde Fernando Haddad, presente no ato, candidato do partido ano passado, obteve a sua mais expressiva vitória. 

Óbvio que botou gás na militância petista. A questão agora é saber se o PT na Bahia está vivendo o seu auge ou ainda tem a avançar, no caso, logrando algo que nunca conseguiu, governar a capital baiana.

Os petistas estão animados. Na outra banda, ACM Neto, o principal adversário petista, prefeito também bem avaliado, diz que eleição municipal é uma coisa, as estaduais e federais são outra. E lembra: em 2012 e 2016 derrotou o PT com Lula e tudo. E 2019 vai fechando assim. Vem 2020, a conferir.

Prefeitos sem apoio no óleo

Lero Cunha (PSB), prefeito de Firmino Alves e presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudeste Baiano (Amurc), bate na mesma tecla dos colegas de outros pontos do estado atingidos pelo óleo: no frigir dos ovos, os municípios estão pagando a conta sozinhos:

– A responsabilidade maior é do governo federal, mas não houve recíproca. É um desastre que não sabemos dimensionar o tamanho e só os municípios pagam.

Em Caravelas, só 130 quilos

Sílvio Ramalho (PP), prefeito de Caravelas, bem em frente ao Parque de Abrolhos, diz que lá o susto do óleo foi grande e todos estão em alerta, já que, pelas notícias chegadas das áreas ao norte, o problema ainda não acabou, mas o impacto até agora foi menor do que o alarido:

– Tiramos 130 quilos de óleo das praias. Não é pouca coisa, mas diante dos que falam em toneladas...

Ele diz que a pesca lá manteve suas rotinas.

Saint-Exupéry na península

Wenceslau Pinheiro, empresário paulista que é velho frequentador da Península de Maraú, estava ontem a lamentar o acidente com o avião em Barra Grande.

Lembrou que naquele bucólico chão o único episódio ligado à aviação que ganhou notoriedade foi a passagem do francês Antoine Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, que trabalhava na Aeropostale, para os Correios:

– Agora veio esse acidente estragar a história.

Guerreiro e a briga contra os vândalos e os pombos

Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos, devolveu esta semana a lança de Zumbi dos Palmares, na Praça da Sé, um ícone da Consciência Negra. Mas já tomou uma decisão: em monumentos que ficam na rua, nada de bronze, só outros materiais, como acrílico. A razão:

– Os dois inimigos dos monumentos de Salvador são os vândalos e os pombos. Bronze eu não boto mais. Se botar, não fica. E o Monumento ao 2 de Julho, no Campo Grande, foi todo estraçalhado por cocô de pombo.

De 88 monumentos que a FGV recuperou de 2013, quando ele assumiu, para cá,  45 foram alvos de vândalos e os demais, de pombos:

– Eu peço a todo mundo: não dê comida a pombo perto de monumentos. É um horror.

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