Segundo João Leão, a PEC da Alba não existe. Mas Nelson vai bem

Publicado quinta-feira, 05 de setembro de 2019 às 12:32 h | Atualizado em 05/09/2019, 12:34 | Autor: [email protected] | Foto: Carol Garcia | Secom Governo

João Leão, vice-governador, secretário de Desenvolvimento Econômico e também presidente estadual do PP, falou ontem sobre o intenso tititi que permeia os bastidores da Assembleia: alguns deputados estariam articulando a apresentação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que reinstitui a reeleição na Assembleia, o que permitiria ao atual presidente, Nelson Leal (PP), disputar a reeleição.

– Não existe essa PEC. Ocorre que Nelson Leal é um presidente bem avaliado. E os colegas dele estão satisfeitos.

Leão diz que a nova eleição na Alba, em fevereiro de 2021, ainda está muito longe. E as conversas sobre isso só vão acontecer bem adiante.

Herança maldita — A reeleição na Assembleia foi extinta por Ângelo Coronel (PSD), hoje senador, depois que Marcelo Nilo (PSB), agora deputado federal, passou 10 anos em cinco mandatos consecutivos.

O tititi pulula porque a eleição de Nelson teria sido fruto de um acordo, com Rui Costa à frente, segundo o qual ele seria presidente agora e na sequência o deputado Adolfo Menezes, do PSD do senador Otto Alencar.

E é aí que a porca torce o rabo. Se diz na Assembleia que Coronel, também do PSD de Otto, deixou para Nelson uma herança maldita, com as finanças da casa arrebentadas.

Ademais, 2022 vem aí. O mandato de Otto estará no fim, indicativo de que ele estará na chapa, Rui vai querer disputar o Senado. E para Leão, vai sobrar o quê?

É 2022 dando as caras.

O TJ e a espera da lista de Rui

O TJ-BA inaugura amanhã o seu novo anexo, justo no momento em que se cria a expectativa em torno do novo desembargador que sairá da lista tríplice eleita pela OAB-BA em abril.

Rui já entrevistou os três candidatos, Gildásio Rodrigues Alves, Marcelo Junqueira Ayres e José Aras, todos em almoços exclusivos.

E quem será o premiado? Pela demora, dizem nos corredores do TJ, não há uma preferência cristalina.

Novo olhar nas barragens

Presidente da Comissão de Barragens da Assembleia (a que foi atropelada pela de Meio Ambiente), o deputado Eduardo Alencar (PSD) diz que firmou uma parceria com o secretário dos Recursos Hídricos, Leonardo Torres, a fim de fazer um diagnóstico preciso:

– O relatório do Meio Ambiente foi motivo de piada. O que faremos é saber, com precisão técnica, a situação de todas as barragens baianas hoje.

O primeiro dia é quarta.

Coronel, Lídice e as fake news

A Comissão Parlamentar Mista das Fake News, instalada ontem pelo Senado e Câmara, vai ter uma forte presença baiana. O senador Ângelo Coronel (PSD) ficou com a presidência e a deputada federal Lídice da Mata (PSB) como relatora.

Assim que a notícia chegou, gerou piada entre os parlamentares baianos na Assembleia. Disseram que Coronel é forte candidato a imperar nas redes, com uma desvantagem: não será fake.

Com a cessão do pré-sal, a Bahia leva mais de R$ 1 bi

O senador Otto Alencar (PSD), que condicionou o seu apoio à reforma da Previdência a outra reforma, a do Pacto Federativo, um conjunto de sete projetos que muda as relações financeiras do governo federal com estados e municípios, festejou o início da caminhada: a aprovação da PEC que permite à União compartilhar os recursos arrecadados em leilões do pré-sal.

Se fosse uma lei complementar, a chamada cessão onerosa, como está num projeto em tramitação na Câmara, a Petrobras faria um contrato direto com as empresas. Segundo Otto, a PEC, fruto de um acordo com a unanimidade do Senado, foi bem melhor.

– A Bahia vai ganhar mais de R$ 1 bilhão.

É o estado do Nordeste que mais vai receber.

Publicações relacionadas