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Abuso de psicoativos preocupa otorrinos

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Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes
Por Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes

Foto: Hospital Santa Mônica

A escalada do narcotráfico, servindo de alegada preocupação dos EUA, ao decidirem-se pela classificação de facções como "terroristas", vem merecendo a preocupação da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

Segundo um de seus médicos mais atuantes, José Andrade, os psicoativos de consumo nasal podem causar graves danos à mucosa do nariz, evidenciados por sangramentos, crostas, infecções e até a perfuração do septo.

Além dos danos locais, acrescenta José Andrade, o compartilhamento de dispositivos para aspiração, chamados “canudinhos”, aumenta o risco de transmissão de doenças infecciosas, portanto, o uso individual é o mais indicado.

– Muitos pacientes começam apresentando apenas nariz entupido ou sangramentos recorrentes, mas o uso contínuo pode causar deformidades permanentes e prejuízo importante da respiração e do olfato – alerta o especialista.

O tratamento depende principalmente da interrupção do uso da substância e do acompanhamento médico adequado, mas se o indivíduo não consegue parar, deve ao menos reduzir os danos com lavagem nasal abundante à base de soro fisiológico 0,9%.

A escolha pela criminalização, como forma de combater o abuso do psicoativo, embora não dê resultado, vem prevalecendo, reduzindo-se o investimento público nos Centros de Atenção Psicossocial (caps), ligados ao Sistema Único de Saúde.

O otorrino não pode expor o paciente nem realizar nenhum tipo de denúncia se obedecer o código de ética profissional, no entanto, os adeptos não se sentem à vontade para buscar orientação, por tratar-se de atividade ilegal e socialmente reprovável.

ABRE ASPAS

“Nós não aceitamos sermos tratados como moleques. Não aceitamos sermos tratados como uma republiqueta. Eu estive por três horas com Trump e entreguei documento sobre o combate ao crime”

Lula, presidente da República, em resposta à ameaça de interferir no Brasil usando facções como desculpa

Cine Cabeça em Plataforma

No dia 3 de junho, às 14h, a Biblioteca Paulo Freire, na Rua Almeida Brandão, em Plataforma — bairro que abriga a Igreja de Nossa Senhora da Escada, com vestígios do século XVI —, recebe mais uma edição do Cine Cabeça. O evento, promovido pelo Instituto Eumelanina em articulação com a Kilombo Negrocentricxs e a produtora Nodo Sur, exibe o documentário “Igualada”, sobre a trajetória de Francia Márquez, liderança afro-colombiana que se tornou a primeira vice-presidenta negra da Colômbia. O filme propõe reflexões sobre racismo estrutural, protagonismo de mulheres negras e luta por territórios na América Latina.

POUCAS & BOAS

  • O Programa ‘Ufob nos Bairros’ está, hoje, na praça dos Sentidos na comunidade da Vila do SAS, em Barreiras com serviços de educação financeira, educação em saúde e orientação farmacêutica. Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação da Ufob, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Trabalho e da Secretaria de Saúde do município, dentre outras opções, os visitantes terão ofertadas consultas odontológicas e médicas, vacinação, oficinas de bijuteria e atendimentos da equipe do Cras.
  • A comunidade católica de Barreiras vive, hoje, a festa da padroeira no santuário diocesano de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A programação religiosa terá início às 18h com missa solene presidida pelo bispo Dom Moacir Arantes. Tradicional não apenas entre católicos, após a missa acontecerá também a 10ª e última noite de quermesse no santuário, com a venda de produtos típicos deste período do ano e animação de Almiro Silva.
  • Os cinco anos de criação da Rede de Integração Cooperativa das Academias de Letras da Bahia (Rica) são comemorados, hoje, com o V Sarau Virtual que deve congregar escritores e poetas que integram as 40 academias de letras que fazem parte do grupo. Com início às 9h, o evento terá poesia e música e faz parte de uma programação intensa que envolve os grupos baianos durante o ano, em diferentes regiões do estado. Criada através de iniciativa da Academia de Letras da Bahia (ALB), a Rica tem apoio da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA) para a realização de projetos culturais

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Tags

cultura e diversidade direitos humanos narcotráfico otorrinolaringologia psicoativos saúde pública

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