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Governo Bolsonaro comprou vacina indiana por valor 1000% maior que o estimado

Publicado terça-feira, 22 de junho de 2021 às 09:33 h | Atualizado em 22/06/2021, 09:39 | Autor: Redação
Imunizante tinha o preço estimado em U$$ 1,34 em agosto de 2020; Ministério da Saúde pagou U$$15 por dose em fevereiro deste ano
Imunizante tinha o preço estimado em U$$ 1,34 em agosto de 2020; Ministério da Saúde pagou U$$15 por dose em fevereiro deste ano -
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Documentos do Ministério das Relações Exteriores revelaram que o governo federal comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1000% maior do que o valor pelo qual o imunizante era ofertado seis meses antes.

Um telegrama sigiloso da embaixada Brasileira em Nova Délhi, divulgado pelo Estadão, aponta que a dose do imunizante, produzido pela Bharat Biotech, tinha o preço estimado em U$$ 1,34 em agosto de 2020 enquanto o Ministério da Saúde pagou 15 dólares por dose em fevereiro deste ano.

A ordem para aquisição partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro e o contrato para a aquisição do imunizante foi intermediado pela Precisa Medicamentos, acusada de fraude a venda de testes rápidos para covid-19 pelo Ministério Público do Distrito Federal e alvo da CPI da Covid.

A empresa teve a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário de um de seus sócios, Francisco Maximiano autorizada e o depoimento do empresário na comissão está marcado para esta quarta-feira, 23.

Questionada pelo Estadão, a Precisa informou que “o preço da vacina é estabelecido pelo fabricante” e não respondeu se recebeu comissão pela intermediação do contrato.

"O mesmo preço praticado no Brasil foi estabelecido para outros mercados. Em agosto, quando a vacina estava na fase 2 de testes clínicos, não havia ainda como dimensionar o preço final. Em janeiro, a Bharat Biotech comercializou a vacina internamente, para o governo indiano, praticando um valor menor do que o comercializado para fora da Índia. Isso porque o país é co-desenvolvedor da vacina e disponibilizou recursos para auxiliar no seu desenvolvimento", afirmou em nota.

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