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Florisvaldo Mattos lança 'Estuário dos Dias e Outros Poemas'

Publicado quarta-feira, 05 de abril de 2017 às 07:43 h | Atualizado em 05/04/2017, 07:48 | Autor: Eduarda Uzêda
Lançamento do livro de Florisvaldo Matttos será nesta quinta, 6, no Palacete das Artes
Lançamento do livro de Florisvaldo Matttos será nesta quinta, 6, no Palacete das Artes -
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O poeta, jornalista e ensaísta, Florisvaldo Mattos, que festeja sábado 85 anos de vida,  merece grandes  homenagens, não só pela profícua carreira, mas  pelo perfil humanista de  sua obra poética, que aposta  nos valores essenciais do ser humano.  Os leitores,  entretanto, é quem serão presentados  com o lançamento do  oitavo livro de poesia de Mattos, membro da Academia de Letras da Bahia.

Trata-se de  "Estuário dos Dias e Outros Poemas", que reúne 97 textos  inéditos. A obra, edição da Caramurê  Publicações,  com  ilustrações do artista plástico e editor Fernando Oberlander,  será lançada amanhã, às 19 horas,  no Palacete das Artes, localizado  na Graça.

Florisvaldo Mattos tem 53 anos de jornalismo e  publicou ao longo de sua carreira  oito livros de poesias, três de ensaios,  uma peça de teatro ("Valentino")  e um conto ("Fuga").  Na  apresentação  de "Estuário dos Dias e Outros Poemas",  ele  recupera um  texto do  escritor Jorge Amado,  escrito em  1965,   sobre seu primeiro livro, "Reverdor". O texto de Amado,  lido na Academia de Letras e reproduzido pelo Diário de Notícias, é visionário:  “Pois bem:  à  base desse único livro  eu me arrisco a falar em grande poeta, pelo menos  em grande poeta jovem e em poesia madura”, destaca Amado.

“Oitentão admirável”

Florisvaldo Mattos,  que também assina a apresentação de seu oitavo  livro,  demonstra como a sua criatividade e vigor literário  são reconhecidos pelos pares. Ele conta que ao postar  um inédito da internet,  o poeta Antonio Brasileiro, arrematou: “Oitentão que é, isso é mais que admirável”.

Modesto, Mattos afirma na apresentação:  “Perdoando-lhe o excesso, curvei-me, sensibilizado, diante desta gentileza, ao ver ali quase a repetição o que dissera Jorge Amado, com palavras igualmente benignas, quando publiquei "Reverdor", meu primeiro livro”. 

Pois é poeta,  poucos são os que são reconhecidos  por nomes tão importantes na infância e na maturidade. E mais: quando se sabe que Florisvaldo atuou mais de 50 anos no jornalismo (nos mais diferentes cargos, inclusive de diretor de redação),  que  exige grande entrega, e ainda exerceu o cargo de professor da Universidade Federal da Bahia (atualmente aposentado), só nos resta aplaudir de pé tamanho talento, comprometimento, obstinação e vitalidade.   

Fundamento memorialístico

O livro que agora chega ao público   se divide em quatro partes. A primeira, que dá título à obra,    traz um conjunto de poemas  com fundamento memorialístico.  Os textos  evocam experiências infantojuvenis,  num período que cobre da infância à  adolescência. 

Na segunda parte da publicação, "Borderô de Tardes Lúdicas",  o poeta brinda o leitor com cinco sonetos e há  tributo ao futebol, revelando   também  sensações da juventude com o esporte, que  causava no poeta uma mistura de  ansiedade com  alegria. 

Na terceira parte, "Vozes do Tempo" e "Canto da Existência",   o poeta  afirma que “transita pela  geografia de um tempo  em que o homem ainda não existia”. Ele foi tocado  por leitura de um poema do francês Jules Laforgue, "Soir de Carnaval". Mattos acrescenta:  “É um devaneio  sobre a terra antes da existência do homem, bem onírico”.  Seguem outros poemas dos mais variados temas.

Por fim,  na última parte, intitulada "Gavetas de Guardados e Bornal de Afetos",  ele  recupera escritos que ficaram engavetados. Obras adormecidas que agora  foram despertadas. Os poemas também homenageiam amigos.  

Outros projetos

O poeta, que se reconhece humanista, tem outros projetos, entre os quais o de concluir um texto sobre a boemia  literária e artística da Bahia   nas décadas de 1950 e 1960.  Florisvaldo  Mattos  também pretende  publicar obra  do poeta Jair Gramacho e um novo  livro de ensaios sobre a a Academia dos Rebeldes, movimento literário para implantar o  modernismo na Bahia. Em plena forma, o jornalista  dedica o livro a sua querida esposa  Vera Pessoa e aos seus três filhos e cinco netos.  

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