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Fundaj homenageia bibliotecário Edson Nery na Bienal do Livro de Pernambuco

Publicado às | Atualizado em 07/10/2021, 14:46 | Autor: Da Redação
Se vivo estivesse, pernambucano celebraria 100 anos em dezembro | Foto: Divulgação | Fundaj
Se vivo estivesse, pernambucano celebraria 100 anos em dezembro | Foto: Divulgação | Fundaj -
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Pernambucano responsável por consolidar o ensino de biblioteconomia no Brasil, o bibliotecário e escritor Edson Nery da Fonseca (1921—2014) será homenageado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) na 13ª Bienal do Livro de Pernambuco. O evento acontece de 1º a 12 de outubro, unindo conteúdo virtual e presencial.

A abertura oficial do estande da Fundaj aconteceu no último sábado, 2. A homenagem antecipa o centenário de nascimento do escritor, a completar-se em dezembro deste ano.

Segundo a entidade, Nery está entre os nomes que marcam a história do órgão, do qual foi superintendente do Instituto de Documentação, coordenador de Assuntos Internacionais e assessor da presidência. Outros marcos na carreira dele incluem ainda a criação da Biblioteca Central, da Universidade de Brasília (UnB), onde formatou também o curso de Biblioteconomia.

No Distrito Federal, Nery da Fonseca tem sua assinatura também no acervo da biblioteca do Palácio da Alvorada. O projeto foi confiado a Antônio Houaiss e Francisco de Assis Barbosa, mas coube a ele a compra, tombamento e catalogação dos exemplares. Na cidade natal Recife, ele fundou o primeiro curso de Biblioteconomia do Nordeste e reformou as bibliotecas da Faculdade de Direito e da Escola de Engenharia. Autor de “Introdução à Biblioteconomia” (Briquet de Lemos, 2007), o bibliotecário foi um forte defensor da informatização dos acervos, ainda que muitos colegas o criticassem por acreditar que a modernização acabaria com o valor do livro.

O estande da Fundaj conta com todos os acervos digitalizados da instituição (Villa Digital, Cinemateca Pernambucana, Pesquisa Escolar), no qual o público pode acessar por meio de um computador e do auxílio de um monitor(a). Também são realizadas atividades presenciais como lançamentos de livro, contação de histórias e apresentações teatrais.

No Espaço Educativo, são ofertadas oito atividades, que poderão ser acessadas pelo canal da Fundação Joaquim Nabuco no YouTube. Contação de histórias e diversas oficinas estão dentro da programação que abre com o vídeo “Dias de Solidão”.

A produção relembra o fechamento do Museu do Homem do Nordeste e Engenho Massangana. Além de apresentar discussões sobre os desafios dos equipamentos culturais na pandemia, ela apresenta também os colaboradores das diversas coordenações que os compõem.

Para facilitar a realização das oficinas, o material pode ser solicitado no Espaço Educativo, da Fundaj, na Bienal, e levado para casa.

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