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Aos 80 anos, morre o percussionista e compositor Djalma Correa

Artista enfrentava um câncer de pâncreas

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Artista morreu na quinta-feira, 8, aos 80 anos
Artista morreu na quinta-feira, 8, aos 80 anos -

Um dos mais importantes instrumentistas e estudiosos da música popular brasileira, Djalma Correa morreu, aos 80 anos, na noite desta quinta-feira, 8, no Rio de Janeiro. O músico enfrentava um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada pela equipe do artista nas redes sociais. Ainda segundo a publicação, os detalhes sobre o velório serão divulgados em breve.

O músico realizou um procedimento de desobstrução de vias do fígado no último dia 25. Após o processo bem-sucedido, o artista seguiu hospitalizado em busca de diagnóstico e possibilidades de tratamento. O artista pretendia lançar um álbum duplo em 2023.

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Com origem mineira e formação musical baiana, em 1964, Correa fez parte, ao lado de nomes como Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Tom Zé, do espetáculo Nós, que marcou o movimento tropicalista brasileiro.

O músico ainda fundou o grupo Baiafro, em 1970, e acompanhou diversos cantores e grupos nacionais e internacionais, além de ter extenso trabalho de pesquisa sobre cultura afro-brasileira. Em 1976, integrou a banda que tocou no show do grupo Doces Bárbaros, quarteto formado por Gil, Gal, Caetano e Maria Bethânia.

O produtor musical Roberto Sant'Ana lamentou a morte do amigo nas redes sociais. Segundo ele, o artista 'deixou legados importantes para a nossa cultura' e se despediu no dia da sua orixá favorita.

"Fui seu contemporâneo, amigo, compadre, parceiro de vida. Hoje, junto com a minha afilhada Shanti e com a sua Mãe Lucinha Cordeiro, choramos a sua partida. Ficaram perdendo sua mulher Bete, seu filho Caetano, sua ex-mulher Lucinha Cordeiro. As suas filhas Shanti e Melissa, seus netos Mia e Rio. Perdem ainda a música percussiva e instrumental, a cultura, Ouro Preto, Salvador, os tambores e as divindades dos atabaques, o toque especial que ele fazia para Oxum. Ele se despede exato no dia da sua orixá preferida", escreveu o produtor.

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