adblock ativo

Show emocionante no Pelourinho encerra banda Cascadura

Publicado domingo, 06 de dezembro de 2015 às 21:33 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Luis Fernando Lisboa
Cascadura
Cascadura -
adblock ativo

Na noite deste domingo, 6, um coro em uníssono, formado por pessoas de todas as idades, transformou a Praça Tereza Batista (Pelourinho) em um reduto de homenagem à história do rock baiano. O motivo era realmente especial: o último do show da banda Cascadura. Com cinco álbuns gravados, o grupo musical encerra uma bem vivida trajetória de 23 anos.

"O Último Concerto", como foi chamada a apresentação de despedida dos palcos, começou pontualmente às 19 horas. Fábio Cascadura, vocalista e compositor do time, puxou o público com a música "Caim", do álbum "Bogary" (2006). Depois de uma sequência musical enérgica, ele afirmou para a excitada plateia: "Sempre tem um outro dia para nascer. Cascadura, como banda ativa, fica neste palco. Mas a obra seguirá pela história".

Imagem ilustrativa da imagem Show emocionante no Pelourinho encerra banda Cascadura

Show aconteceu na Praça Tereza Batista, no Pelourinho Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

Músicas importantes como "Nicarágua", "Wendy", "Queda Livre" e "Não Posso Julgar Ninguém" integraram o repertório que passeou por todos os discos gravados. Além disso, dois nomes do rock contemporâneo da Bahia dividiram os vocais com Fábio: Jajá Cardoso, da Vivendo do Ócio, e Teago Oliveira, da Maglore. Este último cantou "Juntos Somos Nós" com uma forte parceria da plateia que não parava de entoar as letras.

História musical

Essa trajetória de rock marcou a vida de uma série de pessoas na Bahia. A psicóloga Camila Araújo, por exemplo, tem como pano de fundo da sua vida algumas músicas do grupo. Foi por causa do seu marido, Estevam Araújo, que ela conheceu o trabalho da Cascadura lá pelos idos de 1992. No derradeiro show desta noite, Camila também estava acompanhada da filha Layla, que completou um ano e nove meses.

"Nunca tivemos chance de trazê-la antes, mas essa última apresentação era inevitável. Ela ouviu o som deles desde a barriga. No meu caso, acompanho o trabalho da Cascadura desde os tempos de shows no Calypso", lembra ela sobre as apresentações no antigo point de roqueiros, localizado no Rio Vermelho.

A boa energia era inegável pelos cantos da praça no Pelourinho. O clima de despedida se converteu numa bonita celebração à história musical do grupo. Cascadura recolheu elogios por onde passou e seus álbuns marcaram o imaginário de uma geração. Pelo menos, impactou no som produzido pelo produtor e baterista Renato Almeida.

Integrante da banda ExoEsqueleto, ele afirma que sempre foi bairrista nas suas escolhas musicais e busca ouvir bandas nascidas na cena baiana de rock. "É impressionante a criatividade e o profissionalismo dos caras. Eles são ótimos exemplos de realizadores. Fizeram uma bonita carreira acontecer em turnês, clipes, discos. Cascadura deixa um legado para os músicos que continuam no cenário de rock daqui".

adblock ativo

Publicações relacionadas