Adriana Araújo sai da Record após críticas a Bolsonaro: ‘Me posicionei pela vida’

Publicado sexta-feira, 19 de março de 2021 às 16:36 h | Atualizado em 19/03/2021, 17:34 | Autor: Da Redação

Com o contrato se encerrando nesta sexta-feira, 19, a jornalista Adriana Araújo deixou a Record após 15 anos de casa. No ano passado, ela se destacou pelas críticas e cobranças de medidas mais drásticas do presidente Jair Bolsonaro, amigo do dono da emissora Edir Macedo, em torno da pandemia de Covid-19. As informações são do colunista Fefito, do Uol.

Em um longo texto compartilhado no seu perfil nas redes sociais, Adriana comunicou a sua saída e agradeceu a Record pelas oportunidades profissionais, relembrando momentos marcantes da sua carreira. Ela ainda acrescenta que sai de cabeça erguida e que optou por se posicionar ao lado da ciência e da vida neste momento de crise sanitária, embora não mencione explicitamente os desentendimentos com a cúpula jornalística da emissora.

“Fui repórter do começo ao fim desse ciclo, ao persistir na defesa da notícia, da verdade. E quero me lembrar daqui 20 ou 30 anos que, num dos momentos mais dramáticos da humanidade, me posicionei ao lado da ciência e da vida.“, disse.

“Lutei por preservar a dignidade profissional da qual não se pode abrir mão. Vou sempre me lembrar de quem caminhou junto comigo nessa jornada. Felizmente todos eles sabem quem são”, afirmou.

Adriana Araújo apresentava o Repórter Record Investigação (RRI), e agora será substituída por Roberto Cabrini.

Ainda conforme o Uol, a jornalista disse a amigos que irá passar alguns meses sem trabalhar para divulgar seu livro Sou a mãe dela, no qual narra a saga de sua filha, Giovanna Araújo, nascida com uma deformidade ortopédica rara.

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