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Rodrigo Sant'anna: "Nunca conheci uma Valéria na minha vida"

Publicado segunda-feira, 23 de setembro de 2013 às 08:04 h | Atualizado em 22/09/2013, 21:05 | Autor: Leonardo Valle | Estadão Conteúdo
Valéria
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Há quatro anos, o humorista Rodrigo Sant´anna pisava pela primeira vez nos estúdios do Zorra Total (Globo) para não mais sair. De uma pequena ponta como o ex-namorado mulherengo de Lady Kate (Katiuscia Canoro), o ator roubou a cena e ganhou a oportunidade de revelar outras facetas.

Nascia, assim, a transexual Valéria, que desde 2011 vem galgando cada vez mais espaço nos blocos do programa. Criado no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), ele se formou como ator aos 24 anos. A seguir, o humorista fala sobre os frutos da sua parceria com Thalita Carauta (a Janete) e opina sobre os motivos que levaram Valéria a conquistar o país, caindo na boca do povo com o bordão "Ai como eu tô bandida".

Você está percorrendo o Brasil com a peça Comício Gargalhada, que conta com a participação dos seus personagens do Zorra Total. Por que escolheu a estrutura de um comício?
A escolha não teve um caráter político. Eu buscava uma forma de ambientar Valéria, Admilson, Adelaide e companhia em um mesmo universo. O comício me pareceu uma boa alternativa para reuni-los. Outro ponto é que o horário eleitoral gratuito costuma ser sempre bastante divertido.

Além de atuar ao seu lado no Zorra Total, a Thalita Carauta também dirige o seu espetáculo. Qual o segredo desta parceria?
Fizemos teatro antes da televisão e eu já a havia dirigido. Agora, foi a sua vez de me dirigir. Eu e a Thalita temos muitas afinidades artísticas, incluindo o mesmo tipo de humor. Isso facilita bastante na hora de trabalhar.

Como surgiu a Valéria?
A Valéria surgiu no teatro e eu pensei que daria para fazer a transição dela para a televisão. Apenas o bordão mudou. No teatro, era "Ai como eu tô piranha". Na televisão, suavizamos e virou "Ai como eu tô bandida".

Você se inspirou em alguém para criá-la?
Não. Eu fui ensaiando, ensaiando e ela surgiu. Acho que nunca conheci uma Valéria na minha vida.

Em sua opinião, qual a razão do sucesso da personagem?
Talvez o momento e as circunstâncias. Quando a Valéria foi para a televisão, havia acabado de aparecer a transexual Ariadna, do Big Brother Brasil 11 (2011). O tema das transexuais estava atual.

Em 2012, várias entidades denunciaram sua personagem Adelaide por racismo na Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial. Como foi essa situação para você?
Foi algo tranquilo. Tanto que prefiro não falar mais disso. Passou.

Foi bom a Valéria ter saído do metrô e ganhado um hostel (albergue)?
Ah, eu gostei disso porque deu mais humanidade para a personagem. Mostrou que ela não era só aquilo e tinha mais para oferecer. O hostel também deu respiro e ânimo para todos nós. Fora do metrô, é possível propor outras situações.

E você pensa em fazer novela, incluindo um drama?
Não sei, digo que o meu trabalho é atuar. Não tem um "agora eu quero fazer novela". Até porque, com o sucesso da Valéria, já rolou convite de tudo: rádio, cinema... Mas se for uma novela bacana, por que não? Quero continuar trabalhando.

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