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Djavan apresenta o show Matizes na Concha Acústica do TCA

Publicado domingo, 21 de setembro de 2008 às 10:06 h | Atualizado em 21/09/2008, 10:06 | Autor: Marcos Casé, do A TARDE
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>> Confira a programação do roteiro musical de Salvador

Depois de três anos sem tocar em Salvador, o cantor e compositor Djavan traz de volta para a Concha Acústica do Teatro Castro Alves o seu balanço inconfundível. A apresentação acontece neste domingo, 21, às 18h30, pela turnê do mais recente trabalho, Matizes, que roda o Brasil e boa parte do mundo desde o ano passado e está prevista para terminar em dezembro.

Segundo o artista, será um show completo, com canções novas e muitos sucessos da extensa e vitoriosa carreira, assim como tem sido em outras praças por onde passou.

“É o mesmo show que faço no mundo inteiro. Sou um tipo de pessoa que prioriza isso. O mesmo show que  faço no Rio, faço no mundo inteiro, igualzinho, seja Nova Iorque ou Tremembé. O público merece”, garantiu.

E quem quer ver Djavan de perto é melhor aproveitar. Ele não deve voltar  tão cedo, já que, após  a turnê, dedica o ano de 2009 para a gravação de outro trabalho. “Nova temporada só  só a partir de 2010”, adiantou.

Bom momento – Só para não variar nos mais de 30 anos de carreira, Djavan continua em alta. Os novos disco e o show vem tendo grande repercussão positiva. Tanto que o registro é um dos finalistas do Grammy Latino 2008, concorrendo como Melhor Álbum de Artista Solo, ao lado de Gilberto Gil (Banda Larga Cordel), Pablo Milanés ( Regalo), Fito Paez (Rodolfo) e Tommy Torres (Tarde O Temprano).

“Prêmio, de um modo geral,  para mim é um bônus que eu não conto. Agora, se vier, será bem vindo como mais um estímulo. Já até ganhei o Grammy pela música Acelerou, mas não fica como uma expectativa, não. Minha obra sempre foi baseada na minha formação, que é pautada pela diversificação. Acho que a grande graça da música é a diversificação. É você poder mexer com todos os gêneros e ritmos”, comentou.

A turnê também demonstra esse bom momento, pois rodou com sucesso de público em todo o Brasil, além de países da Europa e cidades dos Estados Unidos. Como o próprio músico adiantou, a fórmula é semelhante. Canções novas somadas a hits da carreira.

 “No show são seis faixas do CD novo e hits, como músicas de outras épocas e  de outros autores. É um repertório que tem um roteiro bem dinâmico, que possibilita uma real  interação com o público, porque eu acho que em show tem que haver uma interação de palco e platéia, e é isso que a gente propõe”, avisou.

Entre as canções novas devem entrar Pedra, Joaninha, Delírio dos Mortais, Matizes, Desandou e Adorava Me Ver Como Seu. “São  músicas que  achei que eram importante ter do disco novo.  O resto são músicas de todas as épocas”, emendou.

Sucessos – Com duração de 90 minutos, cenário de Muti Randolph e design de luz de Maneco Quinderé, o show terá uma bela amostra da carreira do músico. São canções que marcaram todas as fases da vida musical iniciada em 1976. O repertório vai incluir clássicos do cantor, como Oceano, Eu Te Devoro, Meu Bem Querer, Seduzir,  Flor de Lis e Gostoso Veneno. Todos com novas leituras e harmonias que levam o público a conhecer outro jeito de curtir antigas canções.

“Fora as músicas novas, em todas as outras  eu fiz arranjos novos. Faço sempre isso porque quero ter pelo menos a ilusão de que  estou cantando um repertório novo”, brincou.

Esse set list foi revisto há pouco tempo, quando ele trabalhou no lançamento do seu songbook completo.

“Vou te dizer, esse trabalho  foi exaustivo, mas  extremamente maravilhoso. Não tenho hábito de ouvir meus discos, pois não tenho tempo e o tempo que tenho  dedico a ouvir outros artistas, mas nisso tive que ouvir toda a obra. O resultado foi que fiquei emocionado várias vezes, porque cada música traz o momento que  a compus, traz a circunstância que a envolveu e  toda a sensação que  senti naquela hora. É um filme da minha vida que  passou de volta na cabeça. Foi um negócio emocionante, de chorar até com muitas lembranças”, contou.

Parte dessa emoção é uma das razões para a diversidade e a renovação que se vê entre os fãs de Djavan. “O que ocorre é que  trabalho voltado para mim. Faço só o que  gosto, na hora que acho que devo fazer, e não tem esse negócio de mercado. Trabalho pelo prazer que tenho pela música. Nasci com essa vocação e  a desenvolvo  com o maior prazer. É como uma criança brincando: parece uma bobagem, mas para ela aquilo é uma coisa seríssima. A música é isso. A faço de forma lúdica, mas com muita responsabilidade, e isso acaba atraindo as pessoas”, diz.

Djavan sobe ao palco acompanhado pelos filhos Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria), além da banda formada por Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Josué Lopez (saxofones), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trompete e voz).

Para a platéia baiana ele deixa um recado. “O público de Salvador  sempre me deu uma receptividade impressionante. Faço shows na Concha há mais de dez anos e sempre abarrotado de gente. É  muito boa a expectativa de apresentações por aí. Nunca fiz um show em Salvador que fosse mais ou menos. Foi sempre muito bom e tenho certeza de que vai ser novamente”, completou.

Serviço
Evento: Show Matizes, com Djavan
Dia/ Hora: Domingo, 21, 18h30
Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves - Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande
Ingresso: R$ 60 e R$ 30
Censura: 16 anos
Informações: (71) 3117-4851

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