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Morre escritor argentino Tomás Eloy Martínez

Publicado segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010 às 09:04 h | Atualizado em 01/02/2010, 12:31 | Autor: Agência Estado e AFP
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O jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martínez, autor de clássicos como "Santa Evita", "Purgatório" e "O voo da rainha", morreu neste domingo, 31, em Buenos Aires, após uma longa luta contra o câncer. Nascido em Tucumán, em 1934, Martínez tinha 75 anos. A informação foi divulgada por Carlos Diuk, um amigo da família.

Martínez era colunista dos jornais La Nación, The New York Times e El País. Além de romances e artigos em jornal, durante sua carreira escreveu também roteiros para cinema e televisão e também foi crítico cinematográfico.

Graduado em Literatura Espanhola e Latino-americana pela Universidade Nacional de Tucumán, ele começou sua carreira como corretor no jornal La Gaceta de Tucumán. Entre 1957 e 1961, foi crítico de cinema do La Nación e também escreveu no semanário Primera Plana e na revista Panorama. Mais de dez anos depois, em 1974, publicou "A paixão segundo Trelew", que narrava a matança de um grupo de guerrilheiros.

Dirigia o suplemento cultural do jornal La Opinión, em 1975, quando precisou se exilar em Caracas, ameaçado pela organização paramilitar ultradireitista Triple A (Aliança Anticomunista Argentina), nascida durante o governo de Isabel Perón. Na capital venezuelana, foi editor do jornal El Nacional e fundou El Diario de Caracas, no qual foi chefe de redação até 1979.

Viveu grande parte de sua vida nos Estados Unidos, onde dirigiu o Programa de Estudos Latino-americanos da Universidade Rutgers, em Nova Jersey. Em 1991, participou na criação do jornal Siglo XXI, no México, e foi um dos modelos da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano, criada pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Trabalhos - A obra literária de Martínez inclui 18 títulos, entre os quais se destacam "Lugar comum a morte", "O voo da rainha", "Purgatório", "Santa Evita" e "O romance de Perón", baseados nas vidas do presidente argentino Juan Domingo Perón e de sua segunda mulher, Eva Duarte, nas quais combinou ficção e realidade.

Seu livro mais famoso, “Santa Evita”, aborda a incrível viagem do corpo de Eva Perón, a carismática segunda esposa do três vezes presidente argentino Juan Domingo Perón. Este é o romance argentino mais traduzido na história, para 30 idiomas.

"A paixão segundo Trelew”, uma investigação sobre o assassinato de um grupo de guerrilheiros que tenta escapar de uma prisão durante o regime militar, também está entre suas obras mais célebres.  A terceira edição deste livro foi queimada em uma praça da província argentina de Córdoba (centro) na época da ditadura.

Outro livro que obteve grande reconhecimento foi “O romance de Perón” (1985), sobre o ex-presidente e a primeira-dama Evita, que combina ficção e realidade.

Premiação - Em abril de 2009 recebeu o prêmio Ortega y Gasset na categoria Trajetória Profissional, concedido anualmente pelo jornal espanhol El País aos melhores trabalhos jornalísticos em espanhol publicados em todo o mundo. Em 2002, ganhou o prêmio internacional Alfaguara de Romance, por "O voo da rainha".

Reconhecido ainda por sua intensa atividade acadêmica, foi incorporado, em junho do ano passado, à Academia Nacional de Jornalismo da Argentina. Nos últimos anos viveu nos Estados Unidos, onde coordenou o Programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade Rutgers, em Nova Jersey.

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