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Acordo encerra greve na construção

Publicado quinta-feira, 09 de fevereiro de 2006 às 00:00 h | Atualizado em 09/02/2006, 00:00 | Autor: JORNAL A TARDE
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Operários do setor aceitaram um aumento salarial de 9%, sendo 7% agora em fevereiro e o restante em abril



PATRíCIA FRANÇA e GERALDO BASTOS




Os trabalhadores da construção civil de Salvador retornam hoje aos canteiros de obras, após uma paralisação de 24 horas. Eles fecharam acordo ontem com as construtoras e vão ter aumento salarial de 9%, sendo 7% agora em fevereiro e mais 2% a partir de abril.



A categoria também conseguiu uma redução de 15% para 10% no desconto de alimentação. O fim do movimento foi decidido ontem à noite, durante uma assembléia, realizada no Largo de São Bento. “Não foi um bom acordo, mas o possível neste momento”, admitiu Florisvaldo Bispo dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom).



Os operários fizeram ontem manifestações em vários pontos da cidade, para tentar mobilizar a categoria. Na parte da manhã, enquanto aguardavam o início da reunião de negociação com os patrões, grupos de operários percorriam os bairros de Ondina, Barra e Campo Grande, para garantir a adesão de trabalhadores envolvidos com a montagem de arquibancadas e palcos para o Carnaval. Eles também foram ao Stiep, onde está sendo construído um supermercado.



CONCILIAÇÃO – “Vamos continuar em greve se não houver avanço nas negociações”, declarou, ainda pela manhã, o presidente do Sintracom. À tarde, os manifestantes se concentraram na porta da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), na Avenida Sete, onde ocorreu mais uma reunião de conciliação. Em seguida, foram para o Largo de São Bento, onde houve assembléia.



A categoria exigia inicialmente 15% de aumento. Já os patrões sinalizavam com apenas 6,5%. A categoria também reivindicava a redução do desconto de alimentação, redução para 30 dias no contrato de experiência (hoje o operário só é efetivado depois de 90 dias) e cesta básica para todos os 46 mil trabalhadores com carteira assinada em Salvador e Região Metropolitana.



Antes da assembléia que decidiu pelo fim do movimento, o presidente do Sintracom explicou que a categoria não queria abrir mão dos 15% de reajuste, para preservar os dois salários que o chamado operário qualificado conseguiu conquistar. “Se for um percentual menor, esse operário perde dinheiro”, assinalou ele.

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