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Agricultor do oeste prioriza plantio de soja

Publicado quinta-feira, 30 de outubro de 2008 às 22:40 h | Atualizado em 30/10/2008, 22:40 | Autor: Vítor Rocha, do A TARDE
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O aumento dos custos de produção do algodão e do milho levou os agricultores da região oeste da Bahia a privilegiar o plantio de soja na atual safra, que se iniciou no meio deste ano e vai até meados de 2009. O cenário é apontado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que estima um incremento de 2,4% da área plantada com soja no oeste em relação à safra passada (2007/2008), enquanto o algodão perdeu 3,8% e o milho 2,7% de extensão de área cultivada.

Na safra passada foram utilizados 935 mil hectares com o plantio de soja, enquanto a perspectiva para a atual é de 958 mil hectares. O algodão foi plantado em 293 mil hectares na safra passada e agora espera-se o cultivo em 282 mil hectares. Já o milho deve deixar de ser plantado em cinco mil hectares quando se compara a safra passada com a atual: passará de 185 mil hectares para 180 mil. Novas perspectivas serão traçadas pela Aiba no final de novembro.

VANTAGEM - De acordo com o diretor executivo da Aiba, Alex Rasia, o oeste baiano registra uma “ligeira” migração do cultivo do algodão e milho para a soja, mas não é uma variação muito grande. Segundo ele, são muitos os fatores que levam a isso, mas o principal deles é o retorno financeiro da soja, que tem sido mais vantajoso para o produtor.

“Houve um aumento do custo de produção do algodão e uma diminuição do preço internacional do produto”, explica Rasia. “É mais ou menos a mesma coisa que acontece com o milho”, compara. Ele lembra que não se faz venda futura com o milho, o que dificulta sua exportação. O custo de produção das três lavouras ainda não foi calculado pelas associações dos produtores.

“Na verdade, o momento não é bom para as três culturas, mas a soja está remunerando melhor o produtor”, considera Rasia, para completar: “O produtor tem área aberta e precisa plantar. Se fosse seguir a conta, não plantaria não. Mas se não plantar sai do cenário”. Alex Rasia avalia que a crise econômica não chegou, pelo menos por enquanto, no agronegócio do oeste. “O reflexo dela a gente só vai saber lá na frente”, afirma o diretor da Aiba.

INCENTIVO – Enquanto empresários do agronegócio fazem malabarismo para manter os rendimentos, a Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) tenta agilizar a liberação de créditos das instituições financeiras oficiais: Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Desenbahia.

“A nossa preocupação é que o crédito chegue logo aos produtores”, disse Paula Alcântara, técnica da Superintendência de Política de Agronegócio da Seagri. Ela informa que a secretaria ainda não havia tomado conhecimento da migração de plantio para a soja no oeste baiano.

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